30 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
Política

Renan Filho recebe lideranças de seis movimentos sociais sem-terra

Governador propôs realização de amplo seminário para montar Projeto de Lei destinado ao fortalecimento da agricultura familiar em Alagoas

Lideranças de seis movimentos sociais que lutam pela reforma agrária em Alagoas foram recebidas, na manhã desta terça-feira (16), pelo governador Renan Filho no Salão de Despachos do Palácio República dos Palmares. Eles entregaram ao chefe do Executivo estadual uma pauta de reivindicações contendo 13 pontos.

O governador propôs que a Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seagri) e o Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) promovam, em parceria com os movimentos sociais, a realização de um amplo seminário para extrair ideias que serão condensadas em um Projeto de Lei destinado ao fortalecimento da agricultura familiar em Alagoas.

“O fundamental é transformar essa pauta numa agenda, preparar um Projeto de Lei e enviá-lo à Assembleia Legislativa, estabelecendo uma política de fortalecimento da agricultura familiar”. Renan Filho, governador.

Para o coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Carlos Lima, a reunião foi produtiva. De acordo com ele, os pontos da pauta tiveram encaminhamentos concretos.

“Foi uma reunião que andou, não ficou nas promessas. Os pontos tiveram encaminhamentos concretos e saímos daqui com uma boa expectativa”. Carlos Lima, coordenador da CPT.

Segundo ele, um dos pontos principais da reunião foi a discussão acerca da disponibilização, para reforma agrária, das terras da Usina Laginha como pagamento da dívida da massa falida.

“Trata-se de uma área com 11 mil hectares de terra em disputa e cerca de 4 mil famílias acampadas. O governador deixou bem claro que a sua posição política é de assentar essas famílias, resolver essa questão agrária comprando as terras a partir de um encontro de contas”. Carlos Lima.

Abril Vermelho

Desde o domingo (14), os movimentos sem-terra estão mobilizados em Alagoas. Eles participam das atividades relacionadas ao “Abril Vermelho”, ação de abrangência nacional realizada em memória dos trabalhadores rurais do MST assassinados no massacre de Eldorado dos Carajás (PA), em 17 de abril de 1996.