Lula diz que está sendo vitima de complô e caçada ‘parajudicial’

Lula contestou o vazamento de informações por parte do juiz Sérgio Moro

Um dia após o ex-presidente Lula conceder entrevista a jornalistas estrangeiros, a assessoria do petista divulgou nota à imprensa, em três idiomas (português, inglês e espanhol), para rebater as acusações feitas contra ele.

No comunicado, o Instituto Lula diz que o ex-presidente é alvo de uma “caçada parajudicial”, de um “complô de agentes do Estado e meios de comunicação” e da “maior operação de propaganda opressiva que já se fez contra um homem público” no Brasil. O resultado desse processo, segundo o instituto, foi “a incitação ao ódio contra a maior liderança política do país”.

Lula: nota a imprensa
Lula: nota a imprensa

O texto é dividido em seis pontos:

1) Lula não é réu, não cometeu nenhum crime nem é investigado pela Justiça;

2) Lula é o alvo de uma caçada parajudicial”

3) Lula não foge da Justiça; Lula recorre à Justiça;

4) Lula não pediu nem precisa de “foro privilegiado”

5) São falsas e sem fundamento as alegações contra Lula;

6) O interrogatório de Lula

Em cada item, a assessoria do ex-presidente rebate as suspeitas de que ele ocultou patrimônio, recebeu de forma disfarçada dinheiro desviado pelo esquema de corrupção na Petrobras por meio de palestras, imóveis ou financiamento de seu instituto, ou de que se apropriou indevidamente de bens da Presidência da República.

“Nenhum líder político brasileiro teve sua intimidade, suas contas, seus movimentos tão vasculhados, num verdadeiro complô contra um cidadão, desrespeitando seus direitos e negando a presunção da inocência”, diz a nota.

Segundo o Instituto Lula, o ex-presidente foi investigado por 29 procuradores e promotores de cinco instâncias, além de 30 auditores fiscais da Receita Federal e centenas de policiais federais.

A nota também centra fogo no juiz Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos da Operação Lava Jato na Justiça Federal. De acordo com a defesa do petista, Moro cometeu uma série de “arbitrariedades”, como “violação de domicílio, condução coercitiva injustificada, violação de garantias da família e de colaboradores do ex-presidente”. O petista também reclama da gravação de conversas de seus advogados e dele com a presidente Dilma, divulgada na véspera de ele ser empossado ministro da Casa Civil. Posse que ainda está pendente de decisão da Justiça.

“Ou seja: nem mesmo nas poucas horas em que foi ministro Lula ficou a salvo das arbitrariedades do juiz – nem ele nem a presidenta da República”, afirma o Instituto Lula. “Não existe salvo-conduto contra a arbitrariedade. Contra a arbitrariedade existe a lei”, acrescenta.

O petista também contesta o vazamento de informações sobre dados bancários de sua família. “Ao longo desses meses, agentes do estado vazaram criminosamente para a imprensa dados bancários e fiscais de Lula, de seus filhos, do Instituto Lula e da LILS Palestras.”

Ainda de acordo com o comunicado, Lula não deve explicações à Justiça, mas os grandes veículos de comunicação do país. “Quem deve explicações à Justiça e à sociedade não é Lula; são os jornais, emissoras de rádio TV que manipularam notícias falsas e acusações sem fundamento de procuradores e agentes de estado notoriamente facciosos”, afirma a assessoria do ex-presidente.

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