1 de março de 2021Informação, independência e credibilidade

Wagner Melo

Wagner Melo é jornalista profissional formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal/2000) e pós-graduado em Comunicação Empresarial pelo Cesmac (2010). Possui experiência em assessoria de imprensa, redação publicitária e passagem em veículos como a Gazeta de Alagoas (onde foi revisor, repórter de Cidades e Política e, posteriormente, editor-adjunto de Cidades) e Folha de S. Paulo (colaboração em Alagoas). Também foi repórter na Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) de Maceió e é coautor do livro “Maceió: Perspectivas e Desafios”.

Amados, não continuem morrendo por Bolsonaro

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Chegamos a um nível de insanidade em que as pessoas perdem a vida de graça, recusando-se a tomar medidas simples, mas, que fazem a diferença entre a vida e a morte. O caso da enfermeira de Arapiraca que se recusou a ser vacinada por amor a Bolsonaro é muito triste. Deixou uma criança órfã e uma família desfalcada, com uma dor imensa. Por mais que a realidade demonstre a letalidade do novo coronavírus, os fãs da criatura continuam a negá-lo. Uma profissional da linha de frente, que vive a realidade da Covid-19 no dia a dia, jamais poderia ser negacionista. Ela hoje poderia estar junto à família se tivesse se imunizado. Uma picadinha no braço, apenas. O pior de tudo, nesse caso, é que o político idolatrado nem sabe da existência da mulher. Para afundar mais ainda: ele continua zo

Sem saúde, sem educação e sem consciência de classe

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O fim do investimento mínimo em saúde e educação, previsto na PEC Emergencial que deve ser votada nesta quinta-feira (25), no Senado, é o prego que fecha o caixão do Brasil. Desistam do futuro. A pergunta é: para onde vai esse dinheiro retirado do povo? A medida deve garantir mais uma rodada de auxílio emergencial. Ou seja, vamos sacrificar o futuro do país em nome do projeto eleitoreiro de Bolsonaro. Isso não pode passar. Veja o perigo: relatório da ONG Todos pela Educação, recentemente divulgado, aponta que o Ministério da Educação fez o menor investimento da década em educação básica em 2020. É o desmonte do estado em benefício de quem? Aliás, a quem interessa um povo sem acesso a educação de qualidade? Onde há menos escolas do que igrejas o mal prospera. É difícil convencer

O STF matou a serpente no ninho

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A prisão do palhaç... quer dizer, do deputado federal carioca Daniel Silveira, não só foi legal, como foi pedagógica. Liberdade de expressão e imunidade parlamentar não dão a ninguém o direito de fazer incitação ao crime. Aliás, o lindão defensor do AI-5 está fazendo uso de todos os instrumentos que a democracia oferece para que ele se defenda. A coisa, porém, está feia para o brutamontes que se elegeu por causa do mesmo bocão que o meteu numa fria. Se fosse inteligente, faria críticas embasadas e não ameaças grosseiras aos gloriosos ministros do STF. Mas essa gente que saiu das trevas é assim: violenta, arrogante, prepotente, dona da razão e enlameada num binarismo danoso a qualquer tipo de diálogo e convivência. A peste chamou a policial que estava na recepção do IML de "p

Goza, Flordelis!

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Aos 60 anos e toda trabalhada no mega hair, a deputada federal Flordelis, indiciada pela morte do então marido, o pastor Anderson do Carmo, segue livre, leve e solta. Tão soltinha que – tanto as más quanto as boas línguas – já apontam o produtor Allan Soares, de 25 anos, como o novo affair da beldade que, no ultimo domingo (7), desfilava à vontade com o boy durante as comemorações da sua 60ª primavera. Coragem desse rapaz. Eu, por exemplo, me sentiria muito mais seguro dormindo com a Suzy Richtofen. Ao menos, a loura está pagando pelo crime dela e me parece não querer mais complicações. Flordelis tem ao lado dela a certeza da impunidade garantida por uma das mais pútridas e fétidas legislaturas que a acoberta na lei. E está amparada pela tal da imunidade parlamentar. Com colega

A casa não está caindo. Ela está desMOROnando

Blog, Wagner Melo
Há bons juízes, porém, há bestas togadas que precisam ser paradas pelo bem da sociedade e em nome da justiça. Sérgio Moro foi um que parou, no entanto, pela própria soberba e arrogância. Confiou em Bolsonaro, abrindo mão da carreira de juiz federal pelo cargo de ministro da Justiça, pensando que assumiria uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, não passa de uma figura apática e, sim, menor! Há outros magistrados que atuam com uma crueldade animalesca, sentando em cima de processos de recuperação judicial, por exemplo, numa atitude que beneficia maus empresários riquíssimos e deixa trabalhadores à míngua. Alguns se acham deuses intocáveis. E são! É preciso uma reforma urgente no Judiciário. Voltando a Moro, a situação é muito grave. Nesta segunda, o ministro Ricardo Le

Como um Von Richtoffen chegou à Presidência da República?

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Gente, eu estou morrendo com a alusão feita pela deputada Joyce Hasselman àquele ser vivo que ocupa a cadeira lá no Palácio do Planalto. Segundo ela, “se a pátria é nossa mãe, Bolsonaro é a Suzane Von Richtoffen”. Kkkkk SE A PÁTRIA É NOSSA MÃE, BOLSONARO É A SUZANE VON RICHTHOFEN! — Joice Hasselmann (@joicehasselmann) January 25, 2021 Como quem é cúmplice também paga pelos crimes, os internautas não demoraram a dar o troco. “Infelizmente, a senhora foi uma irmã Cravinho. Ajude a tirar esse inapto”, respondeu um seguidor da parlamentar. infelizmente a senhora foi uma irmã Cravinho. Ajude a tirar esse inapto. — Carlos Soares (@callbat_71) January 25, 2021 Joyce se elegeu na onda do bolsonarismo e no ódio contra o PT. As pessoas têm o direito de se arrepender? Sim! Mas, s

A vacina é no braço e a cloroquina…

Blog, Wagner Melo
A hidroxocloroquina não reduz a mortalidade ou agravamento da Covid-19. Antes de o gado tentar manchar minha reputação ou encher meu saco com ameaças de morte, informo que o autor da declaração é do médico e microbiologista francês Didier Raoult, um dos maiores defensores desse placebo no mundo. "As necessidades de oxigenoterapia, a transferência para UTI e o óbito não diferiram significativamente entre os pacientes que receberam hidroxicloroquina com ou sem azitromicina e os controles feitos apenas com tratamento padrão", reconheceu ele por meio de nota, segundo o jornal Le Figaro. Segundo a revista Época, o sacana divulgou, em março do ano passado, um estudo feito com apenas 42 pessoas no qual, supostamente, ficaria comprovada a eficácia da hidroxicloroquina associada com a azitrom

O deus mercado nos castiga e mata aos poucos; e ainda há satisfeitos

Blog, Wagner Melo
O neoliberalismo é cruel, deixa-nos refém do deus mercado, que chega a ser mais cruel do que o deus do Velho Testamento. Pelo menos o deus antigo matava o povo de forma fulminante, por besteiras como a prática do coito interrompido, olhar para trás enquanto uma cidade era destruída, colher madeira no sábado ou, simplesmente, porque ele fez uma aposta com satã e ferrou todo mundo ao redor de Jó. Já o deus mercado mata aos poucos, com requintes de sadismo. As últimas dessa divindade? Bem, cerca de dez mil famílias serão afetadas com o fechamento das fábricas da Ford no Brasil e de agências do Banco do Brasil. O país vive um preocupante processo de desindustrialização e de desmonte do Estado para dar o resultado que estamos vendo: quem é rico, fica cada vez mais rico à custa da perda

O paradoxo da tolerância e o risco dos bons desaparecerem

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O “paradoxo da tolerância”, apregoado pelo filósofo Karl Popper, nunca foi tão atual. Segundo ele, tolerar os intolerantes levaria à destruição dos tolerantes. Assim, ocorreria o fim da própria tolerância como princípio-guia da sociedade. É um alerta: não devemos ser omissos diante do avanço do fascismo e do autoritarismo no mundo. Os terroristas incitados pelo laranjão delinquente, que invadiram o capitólio dos EUA, não podem se sentir empoderados. Nem as bestas quadradas brasileiras. Os Estados Unidos são lasca. Lá, você pode fazer discurso supremacista racial e até defender pedofilia (e aqui não estou sedo exagerado) sob a proteção da lei. Entre os apoiadores de Trump havia gente com camisa fazendo apologia ao campo de concentração nazista de Auschwitz. Diante de um mundo choca

Se o agro é pop, a fome é top

Blog, Wagner Melo
Desabafo de um pequeno produtor rural do interior de Minas Gerais: “O retrato do agro pop é isso aí gente, não é sustentável ambientalmente, não é sustentável socialmente e não é sustentável nem economicamente”. Ruim para o pequeno e médio produtor rural e para o consumidor, que paga cada vez mais caro por itens alimentícios, o problema está no mercado, que só é rentável para quem concentra terra, dinheiro e poder político. É uma das faces mais cruéis do bolsonarismo, que ataca o bolso e a barriga dos brasileiros. “Como continuar na terra e não ser obrigado a entregar mais um pedacinho nas mãos de um daqueles 1% de latifundiários que concentram 45% das terras do país?”, questiona Paulo Aranã, que faz queijo no município mineiro de Itambacuri. Diante da alta do dólar, fornecedores