23 de setembro de 2020Informação, independência e credibilidade

Wagner Melo

Wagner Melo é jornalista profissional formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal/2000) e pós-graduado em Comunicação Empresarial pelo Cesmac (2010). Possui experiência em assessoria de imprensa, redação publicitária e passagem em veículos como a Gazeta de Alagoas (onde foi revisor, repórter de Cidades e Política e, posteriormente, editor-adjunto de Cidades) e Folha de S. Paulo (colaboração em Alagoas). Também foi repórter na Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) de Maceió e é coautor do livro “Maceió: Perspectivas e Desafios”.

O fanatismo é a pior arma de destruição em massa

Blog, Wagner Melo
Não votei em Bolsonaro, essa mancha na minha biografia eu não tenho. Aliás, se a urna eletrônica é segura, onde estão todos os votos do Amoedo? Porque fascista envergonhado diz que votou nesse rapaz do Partido Novo, mas, não se enganem: seria a mesma coisa desse governo, só que com diploma de nível superior e um pouco de polidez na hora de transferir renda dos mais pobres para os mais ricos. Isso se chama liberalismo. É sacrificar vidas e almas em nome do interesse do "Deus Mercado". Já sofremos com a alta nos preços dos alimentos porque, para o mercado, é mais vantajoso vender em dólar, para o exterior, do que alimentar brasileiros. É pobre e está achando ruim? Continue batendo no peito e afirmando que é de direita, por conta de seu moralismo fuleiro, que os preços baixam.

Contra a burrice? Faço parte do grupo de vacinados, sim!

Blog, Wagner Melo
Bolsonaro e as crias voltaram a nos obrigar a trocar as cotonetes por papel higiênico na hora de limpar os ouvidos. O assunto agora é a vacina contra a Covid-19. De acordo com o mandatário da Nação, ninguém pode ser obrigado a se imunizar contra o novo coronavírus. Sim, a tal gente estúpida pode sabotar medidas sanitárias que visem a eliminar um vírus que já causou muito prejuízo no mundo inteiro, não apenas materiais. A abobrinha presidencial contradiz a Lei de nº 13.979, de 6 de fevereiro deste ano, que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrentes da doença. Ela torna vacinação compulsória, entre outras medidas profiláticas. Clique AQUI para ler o ato presidencial. O besteirol foi reproduzido pelos puxa-sacos da Secom e pelo deputado

O paradoxo conservador: eles avançam e a gente retrocede

Blog, Wagner Melo
Os conservadores, realmente, não têm limites quando o assunto é crueldade. E se for contra mulheres, eles salivam pelos cantos da boca. Depois que as ovelhas com deficiência visual foram derrotadas no caso da menina de dez anos grávida após uma série de estupros iniciada aos seis anos de idade, e a gestação foi interrompida, o governo “cristão” quer prolongar o sofrimento de vítimas do mesmo tipo de abuso. Não entendo como um deus que criou a humanidade a partir de uma escultura de barro e de uma vértebra, e que fez uso de inseminação artificial para se transformar em homem e vir à Terra para “nos salvar”, precisa permitir que uma criança seja estuprada desde o maternal até o 4° ano do ensino fundamental para gerar uma vida num mundo com sete bilhões de pessoas. Mas, aí, é outra patolog

A moral, os bons costumes e um morto

Blog, Wagner Melo
Ahhh, a moral e os bons costumes... A deputada-pastora-cantora preferiu matar o marido a se divorciar para não escandalizar o "povo de Deus", apontam as investigações do Ministério Público. Quem já viu uma relação ungida pelo Senhor ser desfeita? Os conservadores não admitem. Afinal, segundo os escritos sagrados, o casamento é indissolúvel, exceto em caso de morte de um dos "conjes" ou traição, desde que quem botou o chifre seja apedrejado até a morte. Ou melhor, só a mulher, né? Aliás, um dos meus traumas de infância foi ter visto um papa apelar para que os fiéis mantivessem seus casamentos de fachada, vivendo "como irmãos". Fico imaginando como o céu desse povo deve ser um porre, cheio de gente frustrada e amargurada. Voltando ao assunto, esqueçam aquela imagem de fachada, do casal

Angola deixa uma lição: cuidado com as armadilhas de Satanás!

Blog, Wagner Melo
Evasão de divisas, expatriação ilícita de capital, racismo e discriminação. Crimes que levaram à derrocada de uma igreja brasileira em Angola são, justamente, o que a tornam forte no Brasil. Os africanos nos deram uma surra de civilidade e de como as coisas devem ser tratadas: como merecem. Errou? Tem que pagar. Aqui, diante de crimes cometidos em cadeia nacional, à luz do dia, as autoridades silenciam, deixam esse povo se criar. Resultado: o avanço do fascismo e da extrema-direita. Um povo cego e cheio de ódio, que contraria o principal ensinamento do mestre que dizem adorar. A deturpação da fé, ignorando ou distorcendo a palavra de Cristo em nome dos “negócios” e de um projeto nefasto de poder se estabelece como o "normal", por meio da aberta pregação da segregação e da exclusão. A

Deus nos livre desse deus

Blog, Wagner Melo
Ainda há países islâmicos que condenam mulheres vítimas de estupro à morte. O motivo? Feriram a “lei de deus” ao terem praticado sexo fora do matrimônio. Isso choca? Pois é melhor se acostumar, pois, no caminho em que estamos, esta lei poderá ser implantada no Brasil. E com respaldo bíblico. No livro de Deuteronômio, está escrito que se uma mulher for violada numa área urbana e não gritar suficientemente alto para que alguém salve a “honra” dela, a coitada tem que morrer. Se acontecer numa região um pouco mais afastada, ela é perdoada. O estuprador? Tudo bem, desde que ele pague uma quantia à família e case com a vítima de seu ato brutal. Se eu tenho indícios para falar o que escrevi no segundo parágrafo? Sim, veja o que aconteceu na porta do hospital em Recife onde a criança d

Regredimos muito, o racismo agora é um patrimônio nacional

Blog, Wagner Melo
Não duvidem se a escravidão voltar a ser legalizada no Brasil. Estamos regredindo numa velocidade tamanha que isso não é exagero, apesar de parecer. Precisamos nos manter atentos. Uma sentença proferida pela juíza Inês Marchalek Zarpelon, da 1ª Vara Criminal de Curitiba, na qual afirma que um réu é “seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça”, consolida o racismo como política de Estado. O assassinato gratuito de pobres e negros como se fossem baratas pelas polícias fascistas, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, são a materialização desse tipo de pensamento doentio, que não morreu com o Nazismo. Aliás, em um país onde a ameaça é ser antifascista podemos esperar o quê? Leia o que escreveu a juíza em sua decisão: "Seguramente integrante do gru

Brasil: a próxima teocracia com petróleo?

Blog, Wagner Melo
O caso da mãe que perdeu a guarda da filha após a adolescente ter participado de um ritual do candomblé, no interior de São Paulo, após queixa da avó evangélica, é algo a nos preocupar. Significa que a liberdade religiosa, no Brasil, voltou a ser fortemente ameaçada. A acusação da avó era de que a neta sofria abusos físicos e sexuais. Os exames não comprovaram nada e a própria garota negou ter sofrido qualquer violência. A decisão da justiça contra essa mãe, levada à frente pelo Conselho Tutelar, é uma aberração. Assim como os “traficrentes” e os grupos paramilitares ligados às igrejas que começam a se impor pela força, principalmente, nas periferias. Sim, os "crentes" estão usando carros com giroflex e fardas, fingindo serem policiais militares, para assediar jovens nas periferi
Ser pai é algo mais do que ter um pênis

Ser pai é algo mais do que ter um pênis

Blog, Wagner Melo
Segundo o IBGE, mais de 5,5 milhões de crianças brasileiras não têm o nome do pai na certidão de nascimento. Outros milhões têm, mas, sofrem com a rejeição ou com um valor miserável de pensão alimentícia. Isso, quando recebem. E só. Acrescente nesta conta os que são agressores domésticos. Thammy Miranda é um pai de classe média alta, que vive com a esposa, Andressa, e o pequeno Bento, nos Estados Unidos. Um pai (sim, um PAI), carinhoso, amoroso e presente. Para os conservadores, pais de verdade pertencem aos grupos citados antes. O motivo? Para eles, pai é quem tem pênis. Esqueça as necessidades materiais e socioafetivas. A masculinidade frágil e a transfobia afloraram com a campanha da Natura para o Dia dos Pais que tem Thammy como um de seus representantes, assim como Bab