Tem gente por aqui, questionando a defesa que o senador Renan Calheiros (MDB/AL) vem fazendo do ex-presidente Lula (PT/SP). Em vídeo recente, Calheiros reclamou dos atos de “sabotagem contra a caravana do ex-presidente”, que definiu como um atentado à democracia.
O senador alagoano chamou de fanáticos os que caçam Lula, chegando ‘a falar abertamente em matá-lo”, cobrou responsabilidade daqueles que deveriam defender a democracia e a paz social e que no entanto “fazem vista grossa, incentivando a selvageria”.
Para ele, esse clima de ameaça é inaceitável.
Essa insensatez sem freio tem que parar! – afirmou Renan Calheiros, pedindo que os que atacaram Lula sejam enquadrados na lei.
Para ele, Lula foi condenado sem provas. E disse mais: o ex-presidente precisa falar ao povo e defender suas ideias.
Lula tem direito de ser candidato – defendeu o líder emedebista.
Mas há quem diga que essa posição vai desgastá-lo, já que muitos setores da sociedade, como os produtores rurais, por exemplo, querem ver Lula preso (vide as ações dos movimentos sem terra).
De estratégia eleitoral, sou leiga, queridos leitores! Mas de dignidade e honra, acredito que me salvo.
É sob esse ponto de vista que avalio o gesto de Renan Calheiros em defesa do ex-presidente Lula. O senador alagoano foi sempre um aliado do líder petista, conseguindo nos dois governos, e também na gestão Dilma, muito do êxito que seus mandatos registram nas últimas duas décadas ao menos.
Claro está que, a partir de uma decisão desfavorável do Supremo em relação à possibilidade de prisão, o senador alagoano pode soltar o braço de Lula e deixá-lo sumir catarata abaixo.
Afinal, na política o período de eleição é um verdadeiro “salve-se quem puder”.
E quem conhece Renan Calheiros e sua trajetória, de deputado estadual à busca pelo terceiro mandato de senador da República, sabe que o nobre parlamentar tem inteligência política suficiente para saber a hora de entrar ou sair do barco.
Nesse momento, porém, ele age corretamente. Resta-lhe, acredito, a dignidade de ser aliado na subida e na descida!
Isso, o eleitor respeita!














