Os servidores públicos da Eletrobras iniciaram nesta terça-feira (20) uma paralisação dos serviços, prevista para seguir até a próxima sexta, dia 23, pela defesa da não-privatização da distribuidora.
Com a greve, houve uma diminuição de aproximadamente 80% no quadro de funcionários. Embora de forma reduzida, o atendimento ao público deve continuar funcionando.
“Nós lutamos pela manutenção dos direitos, garantia do emprego e à não privatização. A gente conclama a sociedade para participar desse movimento contra a venda de patrimônios construídos pelo povo alagoano, como a Ceal”, declarou o presidente do Sindicato dos Urbanitários, Nestor Silva Powell.
A assessoria de comunicação da Eletrobras não quis se pronunciar sobre os motivos da paralisação. As equipes técnicas também continuam os trabalhos nas ruas.
Privatização
Manifestantes chegaram a interromper, no dia 27 de fevereiro, uma audiência sobre privatização da Eletrobras, que também pode ser liquidada. A empresa vem acumulando diversas, chegando ao montante de R$ 1,5 bilhão.
A União pagou 50% referente ao valor da compra e não foi quitado os outros 50%. O valor chega a R$ 2 bilhões, que o Estado deverá recorrer na Justiça.
O governador Renan Filho (PMDB) assegurou que o governo tem não interesse em assumir novamente o comando da Companhia Energética de Alagoas (Ceal),
STF
Anteriormente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) cassou na sexta-feira (2) a decisão de um juiz federal de Pernambuco que suspendia os efeitos da MP 814/2017, que permite a privatização da Eletrobras e subsidiárias, incluindo a Companhia Energética de Alagoas (Ceal). Moraes atendeu a uma reclamação feita pela Câmara dos Deputados, apresentada em 15 de janeiro.














