
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa cem dias em prisão domiciliar nesta quarta-feira (12) em meio ao enfraquecimento de sua base política e ao temor de transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda. A condenação a 27 anos e três meses pela liderança da trama golpista de 2022 se aproxima da fase executiva após a rejeição do primeiro recurso pela Primeira Turma do STF.
Enquanto o presidente Lula melhora suas avaliações nas pesquisas e se aproxima do governo Trump, os bolsonaristas enfrentam disputas internas – do racha do centrão no episódio do “tarifaço” à crise em Santa Catarina pela vaga ao Senado envolvendo Carlos Bolsonaro. O ex-presidente, que completa 70 anos, teria dito a visitantes que a prisão significaria “o fim não apenas da sua carreira política, mas de sua vida”.
Segundo relatos de familiares e aliados, Bolsonaro alterna entre piadas com visitantes e momentos de desânimo, referindo-se à tornozeleira eletrônica como “humilhação”. Renato Bolsonaro, seu irmão, afirmou que se o ex-presidente for mandado para a Papuda, “é porque a Justiça quer que ele morra na cadeia”.
Entre as possibilidades discutidas nos círculos bolsonaristas estão:
-
Transferência temporária para a Papuda seguida de retorno à domiciliar por questões de saúde
-
Instalação em sala na superintendência da PF, similar ao caso Lula em Curitiba
-
Hipótese considerada remota de transferência para instalação militar
A expectativa é de mobilização limitada de apoiadores caso a transferência seja efetivada, reflexo da dificuldade de articulação com o líder preso e das disputas pelo espólio eleitoral do bolsonarismo. O julgamento no plenário virtual do STF será encerrado oficialmente na sexta-feira (14).
Racha político














