Após áudios com Vorcaro, Flávio Bolsonaro foi pedir apoio a Donald Trump nos EUA

No encontro o senador atacou o presidente Lula dizendo que ele faz lobby para traficantes
Foto: Divulgação Redes Sociais

O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira, 25, após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria ido ao país para fazer “lobby para traficantes”.

Segundo o senador, ele pediu diretamente ao norte-americano que os EUA classifiquem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.

O senador publicou em suas redes sociais uma foto junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dentro de seu gabinete na Casa Branca, o Salão Oval. O encontro com o pré-candidato do PL ao Planalto ocorreu fora da agenda oficial do chefe de Estado americano.

Flávio está desde o fim de semana em Washington D.C, onde se encontrou com seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e com o blogueiro Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro também radicado nos Estados Unidos. Os três foram juntos à reunião com Trump.

“Enquanto Lula veio à Casa Branca fazer lobby para traficantes, eu vim pedir apoio no combate ao crime organizado”, declarou.

Depois do escândalo Master

A viagem de Flávio aos Estados Unidos ocorre no momento mais crítico até então de sua pré-campanha presidencial. O senador enfrenta uma crise de imagem após uma série de vazamentos de mensagens de texto e áudio trocados entre ele e o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Nos áudios, Flávio Bolsonaro pede R$ 134 milhões a Vorcaro e chega a enviar R$ 61 milhões ao fundo Havengate, sediado no Texas, ligado à família Bolsonaro. O dono do fundo é advogado de Eduardo Bolsonaro, que mora no mesmo estado americano.

O jogo de Trump

Flávio Bolsonaro foi recebido por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, menos de um mês depois da visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca, em Washington. Na ocasião, os dois chefes de Estado permaneceram em reunião a portas fechadas por mais de três horas, abordando questões como as tarifas de importação, comércio de terras raras e parcerias na área de segurança pública.

Desde setembro de 2025, Trump mantém uma postura elogiosa tanto a Lula, a quem afirmou ter sentido uma “química” e expressado satisfação após momentos de diálogo. Trump joga com os dois lados levando em conta os interesses do seu governo de extrema-direita.

 

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