Após exames pré-operatórios, Bolsonaro realiza hoje a cirurgia de hérnia inguinal

Equipe médica considera simples o procedimento que deve durar de 3 a 4 horas. Na próxima semana um novo procedimento será realizado

Após a realização de exames pré-operatórios, com avaliação cardiológica e de risco cirúrgico, sendo considerado apto para a cirurgia de hernia inguinal bilateral, Jair Bolsonaro entra nesta quinta-feira, 25, na sala de cirurgia do Hospital DF Star, em Brasília.

De acordo com a equipe médica, a cirurgia é considerada simples. Bolsonaro tomará anestesia geral e deve ficar no centro cirúrgico em um período de 3 a 4 horas de duração.

“A necessidade do procedimento de bloqueio anestésico do nervo frênico será avaliada durante a internação, a depender da evolução do pós-operatório e condição clínica”, afirmaram, em nota, os médicos.

O bloqueio teria como objetivo interromper temporariamente a função do diafragma para reduzir os episódios de soluço relatados por Bolsonaro.

Vigilância no hospital

Enquanto condenado a pena de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista, Bolsonaro foi autorizado a se submeter ao procedimento pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao longo da internação, a vigilância será de 24 horas por dia, com manutenção de dois agentes na porta do quarto, além de outras equipes dentro e fora do hospital, conforme determinação do ministro do STF.

Outro procedimento

Os médicos também analisam a realização de um outro procedimento não cirúrgico, mas com um grau maior de risco, para os casos dos soluços. De acordo com o médico Cláudio Birolini, o novo procedimento deve ser marcado para o início da próxima semana para tratar a crise de soluço.

“Está previsto o bloqueio anestésico do nervo frênico, que é uma anestesia do nervo que inerva o diafragma. Depois da cirurgia de hérnia, vamos reavaliar a situação e ver se convém fazer esse bloqueio anestésico, que é um procedimento relativamente seguro, mas que não é o padrão de tratamento de soluço, então a gente precisa ver se o benefício justifica o risco”, disse o cirurgião Birolini.

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