
A Apple mantém a restrição à presença de aplicativos de apostas em dispositivos como iPhone e iPad no Brasil, mas plataformas ilegais têm conseguido contornar os mecanismos de controle e operar nos aparelhos.
Segundo relatos de especialistas e testes realizados, aplicativos não autorizados estão sendo disponibilizados na App Store por meio de estratégias que incluem disfarces e mudanças de funcionalidade após a aprovação inicial. Em alguns casos, programas são registrados como jogos infantis ou utilitários, mas passam a direcionar usuários para plataformas de apostas online.
A legislação brasileira determina que apenas empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda podem oferecer apostas no país. Desde 2025, essas companhias precisam cumprir exigências como pagamento de outorga, tributação e regras de proteção ao consumidor.
Mesmo com a proibição da Apple no Brasil, foi possível acessar plataformas de apostas por meio de aplicativos que redirecionam para serviços externos. Em um dos casos, um aplicativo classificado como esportivo permitia acesso a uma interface de apostas vinculada a uma empresa estrangeira, com oferta de jogos de cassino e apostas esportivas.
Após questionamentos, alguns dos aplicativos foram removidos da loja, indicando atuação reativa da empresa diante de denúncias. Ainda assim, registros apontam a presença recorrente de novos aplicativos com características semelhantes.
Outra forma de contornar as restrições envolve a alteração da região da conta do usuário na loja de aplicativos, permitindo o download de apps disponíveis em países onde as apostas são liberadas.
O tema também envolve disputa entre empresas do setor. Operadoras legalizadas relatam dificuldades para disponibilizar seus aplicativos, enquanto plataformas irregulares conseguem acessar usuários. O Instituto Brasileiro do Jogo Responsável defende que as lojas de aplicativos adotem políticas alinhadas à regulamentação brasileira para garantir maior controle e transparência no mercado.
A Apple não se manifestou oficialmente sobre os casos até a publicação das informações.














