
Líder da articulação que derrubou a presidente Dilma Rousseff (PT) do poder, em 2016, quando era o vice-presidente, Michel Temer (MDB) se manifestou contra a anistia aos envolvidos na tentativa de golpe Estado em 8 de janeiro de 2023.
Ele declarou que aprovar o Projeto de Lei da Anistia aos envolvidos soaria como uma afronta ao Supremo Tribunal Federal (STF): “vai parecer um confronto [do Legislativo] com Supremo”.
O ex-presidente defendeu uma solução construída diretamente no âmbito do Judiciário, sobretudo no que diz respeito à dosimetria das penas impostas aos condenados.
Disse que que há um ambiente favorável entre os ministros do STF para a revisão das punições: “Percebo que há uma boa vontade para isso”, destacou.
Temer sugere uma estratégia articulada entre os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), junto ao Supremo. Disse que seria o caminho mais eficaz para evitar o acirramento entre os Poderes.
Ele defendeu que esse tipo de entendimento, já em curso nos bastidores, seja tornado público. A grande questão é que os bolsonaristas reagem porque querem anistia para Jair Bolsonaro (PL), os ex-ministros dele e os militares envolvidos na trama golpista.














