Banhos frequentes podem causar estresse em cães, alerta veterinária

Especialista recomenda adaptação ao banho e diz que cães de pelo curto podem precisar de apenas um banho por ano.

O hábito de dar banhos frequentes em cães, embora comum e bem-intencionado, pode provocar desconforto e estresse nos animais quando não há adaptação adequada. O alerta é da veterinária Lopes, que defende a necessidade de preparo individualizado e manejo baseado no comportamento animal.

Segundo a especialista, há uma percepção equivocada de que raças de pelo longo, como Lulu da Pomerânia, Maltês e Shih Tzu, já estariam naturalmente adaptadas ao banho em pet shops. Ela afirma que esse processo exige treinamento, observação de sinais de desconforto e condução por profissionais capacitados em comportamento animal.

A orientação é que o banho seja conduzido dentro do conceito de “baixo estresse”. Embora não seja possível eliminar totalmente o incômodo, a proposta é associar o momento a estímulos positivos. Um exemplo citado é o uso de petiscos e brincadeiras durante a secagem, especialmente quando o animal demonstra incômodo com o barulho do secador.

A veterinária também critica o uso de banheiras do tipo ofurô em alguns estabelecimentos. De acordo com ela, ambientes fechados e com grande volume de água podem aumentar o estresse do animal, mesmo que externamente ele aparente tranquilidade.

Outro ponto destacado é a frequência dos banhos. Para cães de pelo longo, a recomendação pode variar entre 15 e 20 dias, dependendo do caso. Já para cães de pelo curto, a orientação é reduzir ao máximo. Segundo a especialista, em condições comuns, um banho anual pode ser suficiente, salvo situações específicas como exposição frequente a trilhas ou ambientes rurais.

A recomendação é que tutores observem o comportamento do animal e busquem orientação profissional antes de definir rotina e frequência de higiene.

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