
Em meio ao tensionamento na relação entre o Palácio do Planalto e o STF (Supremo Tribunal Federal), o procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu nesta segunda-feira (25) a “harmonia para que a independência não se transforme no caos”.
A declaração foi dada durante a posse do subprocurador-geral da República Carlos Alberto Vilhena no cargo de procurador federal dos Direitos do Cidadão para o biênio 2020-2022.
O presidente Jair Bolsonaro participava por videoconferência do ato, mas, ao cumprimentar os procuradores, se convidou para ir à PGR (Procuradoria-Geral da República), onde esteve com Aras durante cerca de 10 minutos.
“Se me permite a ousadia, se me convidar vou agora aí apertar a mão desse nosso novo integrante desse colegiado maravilhoso da Procuradoria-Geral da República”. Jair Bolsonaro, presidente.
Aras achou que o presidente estava brincando, quando aceitou o convite. Mas Bolsonaro se deslocou até o prédio da PGR, três quilômetros distante. Lá, Bolsonaro e Aras se cumprimentaram e fizeram fotos.
Contra o caos
Caberá à PGR decidir sobre um pedido para apreensão dos celulares do Jair Bolsonaro e de seu filho Carlos, no âmbito do inquérito.
Após esta manobra de praxe, o general Augusto Heleno, chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), divulgou nota em que previa “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional” se o aparelho do presidente for apreendido.
O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, concordou com a nota.
No discurso durante a posse de Vilhena, Aras defendeu “igualdade de todos perante a lei” e afirmou que deve haver harmonia para que a independência não se transforme em caos.
“República Federativa do Brasil, constituída em Estado Democrático de Direito, e com isso, todos os interesses sociais que nos cabe zelar. Como entes autônomos, com independência. Mas, acima de tudo, com harmonia para que a independência não se transforme no caos. Porque é a harmonia que mantém o tecido social forte, unido em torno dos valores supremos da nação”. Augusto Aras, procurador-geral da República.
Carlos Alberto Vilhena assume o cargo ocupado por Deborah Duprat, defensora direitos humanos, que conduziu a PFDC por quatro anos.














