Calor extremo aumenta risco de hipertermia em cães e gatos no Brasil

Com temperaturas acima de 40 °C e alerta vermelho do Inmet, veterinários reforçam cuidados para evitar complicações graves em pets.

Os últimos dias de 2025 têm sido marcados por temperaturas elevadas em diversas regiões do Brasil. Com termômetros ultrapassando os 40 °C, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho de onda de calor para estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O bloqueio atmosférico que mantém o ar quente sobre o país não afeta apenas a população humana, mas também representa risco significativo para cães e gatos.

No Rio de Janeiro, clínicas veterinárias registram aumento nos atendimentos relacionados às altas temperaturas. Os casos mais frequentes envolvem quadros de hipertermia, condição em que o organismo do animal não consegue regular adequadamente a temperatura corporal, podendo evoluir rapidamente para situações graves.

Diferentemente dos humanos, cães e gatos não transpiram pelo corpo inteiro. Nos cães, a principal troca de calor ocorre pela respiração, o que limita a capacidade de resfriamento em dias muito quentes. Essa característica fisiológica torna os animais mais vulneráveis durante ondas de calor intenso.

Veterinários relatam que, entre dezembro e fevereiro, aumentam os atendimentos de animais com sinais de hipertermia. Os casos mais comuns envolvem animais de pequeno porte e raças braquicefálicas, como shih-tzu, bulldog, bulldog francês, yorkshire, pinscher e pit bull. Entre os gatos, os persas estão entre os mais suscetíveis. Cães de grande porte e pelagem densa, como golden retriever, samoieda e são-bernardo, também exigem atenção redobrada.

Sinais de alerta:

Entre os sintomas que indicam risco estão respiração intensa e ofegante, dificuldade para andar, cansaço excessivo, língua arroxeada, abdômen avermelhado, aumento de secreção ocular, procura constante por superfícies frias e queimaduras nas patas. Esses sinais não devem ser ignorados, pois a hipertermia pode levar o animal a óbito em poucos minutos se não houver atendimento imediato.

Veterinários orientam que, ao perceber qualquer dificuldade respiratória, alteração na coloração da língua ou comportamento incomum, o tutor deve procurar uma clínica veterinária o mais rápido possível.

Cuidados recomendados:

Passeios devem ser evitados nos horários mais quentes do dia. A orientação é realizá-los apenas no início da manhã, até no máximo 8h, ou à noite, após 19h. Durante o dia, os animais devem permanecer em ambientes frescos, bem ventilados e com acesso constante à água.

Alimentos gelados podem auxiliar no conforto térmico, como frutas adequadas para pets em pequenas quantidades, sachês ou alimentos naturais congelados. Tapetes gelados, toalhas úmidas e panos com água fria aplicados em regiões como axilas e virilha também ajudam a reduzir a temperatura corporal.

Outra recomendação é congelar tapetes higiênicos ou toalhas e colocá-los sob a caminha, permitindo que o animal se refresque ao deitar.

O que evitar:

Especialistas alertam que nunca se deve deixar animais dentro de veículos estacionados, mesmo por poucos minutos. Em ambientes fechados, a temperatura pode subir rapidamente, levando à desidratação severa, hipertermia e morte em curto espaço de tempo.

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