Candidato comprava votos e pagava com cocaína, segundo a polícia

Delegado diz que foi a primeira vez em 15 anos que viu compra de votos com cocaína - a moeda branca.

O ex-vereador bolsonarista Sadi Vieira (PP), de Timbé do Sul, no sul em Santa Catarina, estava em campanha eleitoral e, segundo a Polícia Civil, liderava um  esquema de compra de votos com cocaína em todo o estado.

Segundo a investigação, eleitores enviavam fotos do título e recebiam o equivalente a R$ 50 em droga, chamada pelos envolvidos de “moeda branca”.

O caso foi revelado em reportagem da GloboNews sobre a infiltração do crime organizado na política. A apuração começou ainda entre 2021 e 2022, após a prisão em flagrante do traficante Claudiomir da Silva.

No celular apreendido, os investigadores encontraram conversas que detalhavam a negociação de votos.

De acordo com a Polícia Civil, as mensagens mostravam pedidos de fotos dos títulos eleitorais e a promessa de pagamento por voto. Em depoimento, eleitores confirmaram ter enviado os documentos e recebido porções de cocaína antes da votação.

O cruzamento de dados e mensagens entre o político e o traficante indicou, segundo a polícia, que os dois combinavam a compra de votos e faziam a contabilidade do apoio obtido. O ex-vereador foi condenado por corrupção eleitoral e tráfico.

“Foi a primeira vez, em 15 anos como delegado de polícia, que nós conseguimos verificar uma compra de voto com cocaína, com droga”, afirmou o delegado Lucas Fernandes da Rosa.

ÚLTIMAS
ÚLTIMAS