Casos de chikungunya quase triplicam em Alagoas em um mês

Sesau registra aumento de 159% na doença, além de crescimento de dengue, zika e febre oropouche; uma morte por dengue foi confirmada em 2025

Alagoas enfrenta um surto significativo de arboviroses, com casos de chikungunya quase triplicando em um mês. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) divulgados nesta semana mostram que a doença passou de 488 registros em julho para 1.267 em meados de agosto – um aumento de 159%.

Dengue e febre oropouche também tiveram alta expressiva: os casos de dengue subiram 40% (de 3.226 para 4.528), com uma morte confirmada este ano, enquanto a oropouche saltou de 4 para 24 casos entre janeiro e agosto. O zika vírus teve variação discreta, de 15 para 18 ocorrências.

O supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protásio, alerta para a necessidade de eliminar criadouros do Aedes aegypti – mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya – removendo recipientes com água parada, limpando calhas e usando repelentes. “A população é decisiva na prevenção”, reforça. A febre oropouche é transmitida pelo Culicoides paraensis.

Os sintomas comuns incluem febre alta, dores no corpo, manchas vermelhas e coceira. A Sesau orienta procurar unidades de saúde ao primeiro sinal de infecção. O estado mantém vigilância ativa para conter o avanço das doenças.

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