
Alagoas enfrenta um surto significativo de arboviroses, com casos de chikungunya quase triplicando em um mês. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) divulgados nesta semana mostram que a doença passou de 488 registros em julho para 1.267 em meados de agosto – um aumento de 159%.
Dengue e febre oropouche também tiveram alta expressiva: os casos de dengue subiram 40% (de 3.226 para 4.528), com uma morte confirmada este ano, enquanto a oropouche saltou de 4 para 24 casos entre janeiro e agosto. O zika vírus teve variação discreta, de 15 para 18 ocorrências.
O supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protásio, alerta para a necessidade de eliminar criadouros do Aedes aegypti – mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya – removendo recipientes com água parada, limpando calhas e usando repelentes. “A população é decisiva na prevenção”, reforça. A febre oropouche é transmitida pelo Culicoides paraensis.
Os sintomas comuns incluem febre alta, dores no corpo, manchas vermelhas e coceira. A Sesau orienta procurar unidades de saúde ao primeiro sinal de infecção. O estado mantém vigilância ativa para conter o avanço das doenças.














