
O desgaste do capital político de Jair Bolsonaro e a falta de unidade do bolsonarismo criaram um cenário adverso para a candidatura de Flávio Bolsonaro em 2026.
A prisão do ex-presidente não mobilizou apoiadores, enquanto o Centrão se aproximou de Tarcísio de Freitas, visto como opção mais competitiva. No mercado financeiro, a reação foi imediata: o lançamento da pré-candidatura de Flávio fez o dólar subir e a Bolsa cair, sinalizando rejeição do setor. As informações são do UOL.
A série de movimentos considerados desastrosos pelo clã Bolsonaro, somada às contradições nas campanhas pela anistia aos golpistas do 8 de Janeiro, isolou ainda mais o grupo.
Interlocutores do Centrão afirmam que não pretendem sacrificar estratégias estaduais por um projeto nacional incerto, priorizando a eleição de deputados e senadores. Para empresários e banqueiros, Flávio não reúne condições mínimas de confiança.
Dentro do próprio PL, há preocupação com a influência de episódios recentes envolvendo a família. A atuação de Eduardo Bolsonaro contra exportações brasileiras e sua fuga do país ampliaram críticas internas e externas. Chamado de “camisa 10 do Lula”, o deputado passou a ser visto como responsável por desgastes econômicos e políticos, afastando setores da direita tradicional
Michelle Bolsonaro também contribuiu para tensões internas ao criticar uma possível aliança com Ciro Gomes, o que gerou um mal-estar que se somou à disputa silenciosa sobre quem comandará o projeto político do clã em 2026. A situação se agravou com Carlos Bolsonaro, que atacou pré-candidatos de direita e rachou alianças estaduais, especialmente em Santa Catarina.














