
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) vai protocolar, após o recesso legislativo, um requerimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS pedindo a convocação do pastor Silas Malafaia para depor e a realização de uma acareação com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O pedido ainda precisa ser apreciado e aprovado pela comissão.
A iniciativa ocorre após a troca pública de acusações entre Malafaia e Damares sobre a suposta participação de igrejas e líderes religiosos em fraudes contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social. Na justificativa do requerimento, Rogério Correia afirma que a CPMI já identificou um esquema criminoso de grandes proporções e que investigações apontam que igrejas evangélicas teriam sido usadas como parte do mecanismo financeiro.
O documento cita que a Controladoria-Geral da União identificou a utilização de igrejas por suspeitos de desviar recursos “como possível mecanismo para a prática de lavagem de dinheiro”. Também menciona dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que indicariam o envolvimento de grandes igrejas e líderes religiosos, reforçando a necessidade de aprofundar as apurações.
Ao comentar o pedido, o deputado disse que “a própria direita já reconheceu que algumas igrejas estão sendo usadas para encobrir os desvios do INSS”. Ele afirmou ainda que os requerimentos citados por Damares em resposta a Malafaia são, na verdade, de sua autoria e baseados em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) oficialmente encaminhados à CPMI, onde constariam “denúncias concretas contra determinados líderes de igreja evangélica”.
Para Rogério Correia, a reação de Malafaia reforça a necessidade de ouvi-lo formalmente. “O fato de o pastor Silas Malafaia se meter neste assunto e proteger a todos nos deixa preocupados e ao mesmo tempo na obrigação de apurar, inclusive se ele não faz parte deste esquema”, declarou, defendendo a convocação e a acareação com a senadora.
A controvérsia começou após Damares afirmar que a CPMI identificava a atuação de “grandes igrejas” e “grandes pastores” em esquemas de descontos indevidos, relatando pressões para que as investigações não avançassem. Malafaia cobrou publicamente nomes e provas, acusando a senadora de generalizar acusações contra o campo evangélico.














