
Nesta quinta-feira (19), a Assembleia Nacional de Cuba anunciou Miguel Díaz-Canel como o substituto de Raúl Castro. Díaz-Canel teve 99,83% dos votos dos deputados.
A sessão começou na quarta (18), quando os parlamentares indicaram os candidatos. A lista contava com 31 nomes para formar o Conselho de Estado, entre eles o presidente. O nome de Díaz-Canel já era apontado como o favorito para assumir o cargo, o que aconteceu logo em seguida ao anúncio da aprovação por unanimidade.
Após passar o bastão para Díaz-Canel, Castro não renunciará todas as suas funções no governo. Raul, irá atuar como secretário-geral do Partido Comunista de Cuba, até 2021 e como deputado nacional de Líder das Forças Armadas.
Quem é Miguel?
Miguel Díaz-Canel Bermúdez, é um civil de 57 anos e primeiro-vice-presidente desde 2013. É engenheiro eletrônico, funcionário do Partido Comunista de Cuba desde sua juventude, professor universitário e, desde 1994, primeiro secretário do PCC em sua província natal, Vila Clara.
Foi Ministro da Educação de 2009 a 2012 e é o primeiro líder que nasceu após a Revolução de 1959. Alcançou o cargo de primeiro vice-presidente do Conselho de Estado, presidido por Raúl Castro.
Alana Tummio, diretora sênior de política da organização da Americas Society/Council of the Americas, disse que o sucessor parece ser alguém capaz de se concetar mais com as pessoas e ser mais aberto “Ele é jovem, mas se esforçou para progredir dentro do Partido Comunista”
Há uma grande expectativa ao redor do novo presidente, ele é o primeiro que não carrega o sobrenome Castro em quase 60 anos e não é militar. “Não é um novo rico ou um candidato improvisado”, declarou Raúl no domingo, ao apresentá-lo publicamente ao novo cargo.
Díaz-Canel terá muitos desafios, como a economia debilitada, se seguirá com a promessa de unificação das duas moedas nacionais que circulam no mercado, a pressão para acabar com as taxas de câmbio preferenciais para empresas estatais, que são maioria na ilha, e geram distorções na economia. Além da busca pela legitimidade numa geração de governo histórico.














