Direita e esquerda no Brasil divergem sobre ataque dos EUA à Venezuela

Enquanto aliados do governo Lula repudiam ação militar, figuras da oposição veem oportunidade para "libertação" do país vizinho.

Lideranças políticas brasileiras reagiram de forma divergente ao ataque dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Enquanto parlamentares da base governista condenaram veementemente a operação, representantes da direita e da oposição enxergaram o episódio como um passo para a libertação do povo venezuelano.

Esquerda e do Centro

Políticos alinhados ao presidente Lula classificaram a ação como uma violação grave da soberania. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) afirmou que a ofensiva “viola o direito internacional e a soberania de um país sul-americano”, visando o “controle político regional e do petróleo”.

O líder da bancada do PT, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), repudiou os ataques e defendeu que “respeito à independência, à autodeterminação dos povos e à não-intervenção são preceitos básicos”. O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), falou em “retrocesso histórico”, questionando se os fins justificam os meios e se a América Latina é tratada como “meras colônias”.

Direita e Oposição

Figuras ligadas ao bolsonarismo celebraram a queda de Maduro. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o regime venezuelano é o “pilar do Foro de São Paulo” e que, com a captura, “Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis”.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) desejou que “a Venezuela colha liberdade, justiça e um novo começo”, compartilhando imagem de um opositor do regime. O ex-ministro da Saúde General Pazuello (PL-RJ) ressaltou que “nenhuma tirania dura para sempre” e desejou o renascimento do país.

As declarações refletem a polarização interna brasileira em meio a uma crise internacional de grandes proporções, com repercussões diretas na geopolítica regional.

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