
Com o início do período de férias, aumenta o número de tutores que optam por viajar acompanhados de seus animais de estimação. A prática, cada vez mais comum, exige atenção especial a aspectos relacionados à saúde, ao conforto e à segurança dos pets, tanto no trajeto quanto no destino escolhido.
Especialistas ressaltam que o planejamento antecipado é o principal cuidado. Antes de viajar, é recomendado verificar se o local de hospedagem aceita animais e realizar uma consulta veterinária para avaliar o estado de saúde do pet, atualizar vacinas e identificar possíveis riscos relacionados ao destino, como doenças endêmicas ou necessidade de medidas preventivas específicas.
A alimentação também deve ser mantida conforme a rotina habitual do animal, evitando mudanças bruscas que possam provocar distúrbios gastrointestinais. A hidratação precisa ser reforçada, sobretudo em períodos de altas temperaturas, comuns durante as férias.
As condições climáticas do destino merecem atenção. Alterações bruscas de temperatura podem favorecer problemas respiratórios, principalmente em animais mais sensíveis. Em regiões frias, o uso de roupas pode ser indicado, enquanto em locais quentes e secos recomenda-se reduzir a exposição ao sol e buscar ambientes ventilados ou climatizados.
Em viagens de carro, os pets devem ser transportados com equipamentos de segurança apropriados, como cintos peitorais acoplados ao cinto de segurança ou caixas de transporte adequadas ao porte do animal. Em trajetos longos, são indicadas paradas regulares para oferta de água, descanso e necessidades fisiológicas. A Polícia Rodoviária Federal orienta que o animal permaneça no banco traseiro, com movimentação limitada, para não interferir na condução do veículo.
O transporte aéreo exige cuidados adicionais. Embora autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o serviço segue regras definidas por cada companhia aérea, incluindo limites de peso, raça, idade, número de animais por voo e cobrança de taxas. Para voos nacionais, é obrigatória a apresentação da carteira de vacinação atualizada, especialmente com a vacina antirrábica, além de atestado médico-veterinário com validade de até dez dias.
Em viagens internacionais, além da documentação nacional, são exigidos o Certificado Veterinário Internacional (CVI) e o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, conforme normas do Ministério da Agricultura e Pecuária. Alguns países também solicitam exames sorológicos e microchipagem.
Veterinários alertam que a administração de sedativos ou tranquilizantes sem prescrição não é recomendada, devido aos riscos à saúde do animal. Atualmente, o manejo do estresse durante viagens deve ser orientado por profissionais, com uso de medicamentos específicos apenas quando indicados.
Na escolha do destino, é importante considerar se o local oferece condições adequadas para o bem-estar dos pets. Hospedagens devem ser pesquisadas com antecedência, e visitas a casas de familiares também exigem atenção redobrada quanto à adaptação do animal, segurança do ambiente e interação com outros animais.














