EUA atacam a Venezuela e Maduro é capturado

Ação militar em larga escala atingiu a capital Caracas e outros três estados, segundo governo local

Os Estados Unidos realizaram um ataque militar em larga escala contra a Venezuela na madrugada deste sábado, 3 de janeiro. A informação foi confirmada pelo presidente americano, Donald Trump, em sua rede social Truth Social, que afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa foram “capturados” e “levados para fora do país”.

O governo da Venezuela decretou estado de emergência, classificando a ação como uma “grave agressão militar”.

De acordo com o governo venezuelano, os ataques ocorreram em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, atingindo áreas civis e militares. A vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, pediu uma “prova de vida” do casal presidencial.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre vítimas ou danos, mas relatos de jornalistas na capital descrevem fortes explosões, colunas de fumaça e sobrevoo de aeronaves nas primeiras horas da manhã. Imagens não verificadas circulam mostrando grandes incêndios.

Maduro havia assinado um decreto estabelecendo estado de exceção em todo o território nacional. “Todo o país deve se mobilizar para vencer essa agressão”, declarou, convocando forças sociais e políticas para rejeitar o que chamou de “ataque imperialista”.

Em comunicado, o governo venezuelano afirmou que a ação “ameaça a paz e a estabilidade internacionais e coloca em risco a vida de milhões de pessoas”, acusando os EUA de ter como objetivo “tomar os recursos estratégicos do país”, especialmente petróleo e minerais.

O ataque ocorre em um cenário de tensão crescente, dias após Maduro, em entrevista veiculada no Dia de Ano-Novo, ter feito um aceno aos Estados Unidos. Na ocasião, ele afirmou ter conversado com Donald Trump, propôs “conversas sérias” sobre o combate ao narcotráfico e ofereceu às empresas norte-americanas acesso imediato ao petróleo venezuelano.

Há risco de uma escalada militar no continente, com impactos diretos na economia regional, especialmente no preço do petróleo, e possíveis reflexos diplomáticos para países como o Brasil, que mantém relações comerciais com a Venezuela.

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