
A Guarda Costeira dos Estados Unidos está perseguindo um terceiro navio petroleiro em águas internacionais próximas à Venezuela, em uma nova etapa do bloqueio naval anunciado pelo presidente Donald Trump.
Autoridades norte-americanas, sob anonimato, confirmaram à agência Reuters neste domingo (21) que a embarcação, que ostenta uma bandeira falsa, está sob ordem judicial de apreensão por fazer parte da “evasão ilegal de sanções” contra Caracas.
A operação ocorre após a apreensão de um petroleiro no sábado (20) e de outro na semana passada, intensificando a campanha de pressão de Trump sobre o governo de Nicolás Maduro.
A Venezuela reagiu com veemência, classificando as interceptações como atos de “pirataria” e “roubo”. Em comunicado, o governo Maduro denunciou o “desaparecimento forçado” da tripulação e advertiu que os atos “não ficarão impunes”, anunciando medidas como uma denúncia formal ao Conselho de Segurança da ONU.
A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, confirmou no sábado a interceptação do petroleiro “Centuries”, que teria atracado recentemente na Venezuela.
Ela afirmou que o país “continuará a perseguir o movimento ilícito de petróleo sancionado utilizado para financiar o narcoterrorismo na região”. O navio, conforme reportado pelo New York Times, pertence a uma empresa petrolífera chinesa e transportava crude venezuelano para refinarias na Ásia, não constando inicialmente da lista de embarcações sancionadas por Washington.
Analistas do mercado de petróleo avaliam que as apreensões podem elevar modestamente os preços da commodity e aumentar os riscos geopolíticos, afetando a logística de países sancionados como Venezuela, Rússia e Irã. O governo iraniano, em solidariedade a Caracas, ofereceu cooperação “em todas as áreas” para combater o que chamou de “pirataria e terrorismo internacional” dos EUA.
A Venezuela solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, marcada para terça-feira (23), para discutir a escalada da situação. Enquanto isso, a presença militar norte-americana na região segue se ampliando, com o governo Trump mantendo a estratégia de estrangular as exportações de petróleo que sustentam a economia venezuelana.














