25 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Gaesf faz prisões de criminosos que fraudaram R$ 23 milhões da Sefaz

Além de 8 mandados de prisão, o Gaesf também faz buscas e apreensões em Alagoas e Santa Catarina

Gaesf faz prisões e apreensões de contra Ocrim que fraudou o tesouro estadual. Foto: Ascom/MPE.

O Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf) deflagrou, nesta terça-feira, 21, em Alagoas a operação ‘Noteiras III’, que cumpre oito mandados de prisão preventiva, consequência de uma fraude contra o tesouro estadual  de mais de R$ 23 milhões.

A operação também se desenvolve paralelamente no Estado de Santa Catarina com mais 14 de busca e apreensão (dez em Maceió e quatro em Santa Catarina) por determinação da 17ª Vara Criminal da Capital.

São alvos da operação policial, coordenada pelo Ministério Público Estadual,  18  pessoas acusadas de integrar uma Organização Criminosa (Orcrim), especializada na emissão de notas fiscais falsas.

Por determinação a 17ª Vara Criminal as contas-correntes de pessoas físicas e jurídicas, além de bens móveis e imóveis dos acusados foram bloqueados.

De acordo com o Gaesf, a organização criminosa se aproveitou de pessoas em situação de grave vulnerabilidade social utilizando-as para a obtenção de Tokens (certificados de assinaturas digitais) que possibilitaram as  fraudes.

Na Orcrim existe num segundo escalão com integrantes de núcleos familiares, empresários, contadores e testas de ferro, já devidamente identificados e que serão alvo em ações penais separadas, de acordo com o eixo de atuação e estarão sujeitos a penas que poderão alcançar até 80 anos de reclusão.

Cem notas fiscais fraudulentas

Para o desvio de mais de R$ 23 milhões dos cofres da Secretaria da Fazenda do Estado de Alagoas, os líderes da organização criminosa produziram em torno de 100 notas fiscais, via 4 empresas de fachadas, as quais lastrearam as notas com com informações inverídicas relativas à propriedade e gestão desses estabelecimentos comerciais, que, na prática, jamais existiram.

No esquema criminoso, segundo Gasef, estiveram envolvidos contadores, empresários, “testas de ferro” e “laranjas”. As investigações apontam para uma extensão do grupo criminoso em Santa Catarina e outras unidades da Federação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.