Gatos sem raça definida são maioria nos lares brasileiros

Felinos SRD representam 80% dos adotados no país e simbolizam diversidade e afeto.
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Os gatos Sem Raça Definida (SRD), conhecidos popularmente como vira-latas, representam a maior parte dos felinos adotados no Brasil. Dados do Instituto Pet Brasil indicam que 80% dos gatos que vivem em lares no país são SRDs, evidenciando a predominância desses animais na relação entre tutores e animais de companhia.

De acordo com a entidade, adotar um gato vira-lata é também um ato de cidadania, pois contribui para a redução do número de animais abandonados. Com pelagens diversas, comportamentos singulares e saúde muitas vezes mais robusta do que a de gatos de raça, esses felinos têm se tornado cada vez mais valorizados por tutores que priorizam responsabilidade afetiva.

A diversidade genética dos SRDs resulta em características físicas variadas, como pelagens curtas, longas ou rajadas, olhos de diferentes cores e portes distintos. Especialistas apontam que essa multiplicidade também contribui para uma maior resistência imunológica. Segundo estudo publicado na revista Veterinary Journal, o hibridismo genético reduz a predisposição a doenças hereditárias.

O comportamento também é um diferencial. Alguns gatos se mostram independentes, enquanto outros demonstram forte apego aos tutores, mas todos compartilham a adaptabilidade. O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) destaca que não há padrão comportamental para esses felinos, reforçando a necessidade de avaliar cada animal individualmente.

Mais do que um gesto de solidariedade, a adoção de um SRD representa compromisso com a causa animal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 10 milhões de gatos vivem em situação de rua no Brasil, grande parte deles sem raça definida.

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