
Após ser recebido a contragosto, já que o presidente Trump tinha coisas importantes para resolver, Flávio Bolsonaro postou uma foto posando de mordomo ao lado do presidente gozador.
De volta ao Brasil, num lance de esperteza, disse que pediu a Trump que classificasse o PCC e o CV como ‘organizações terroristas’.
O esperto Flávio não sabia, mas a decisão do governo norte-americano já tinha sido tomada no ano passado.
Trump estava tão ligado nessa questão que esperou meses para fazer o anúncio.
Quando soube, já aqui na terrinha, o senador sem projeto exclamou: “Grande dia!”.
O que Flávio não sabia: em outra canetada, Trump havia concluído mais um tarifaço contra o Brasil. Uma estocada de 25% em cima das empresas nacionais.
O espertinho acusou o baque. Pior, com o despreparo de sempre, se apressou em dizer que pediu a Trump para não taxar empresas brasileiras.
Pediu, mesmo? Ou simplesmente reagiu com uma mentira?
Se mentiu, fez o de sempre. Mas, se de fato pediu, revelou para todos algo absolutamente normal: o presidente não lhe dá a mínima.
De qualquer modo, não tinha como se livrar da enrascada. A rigor, entre suas conquistas da viagem recente, Flávio trouxe dos EUA mais uma taxação contra produtos brasileiros.
Quanto ao PCC e o CV, rotulado de grupos terroristas, Flávio tem obrigação e dever de explicar: por que o pai Jair Bolsonaro, nos quatro anos de presidência da República nunca sequer falou em combater o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital?
Coisas do passado. Atualmente, o presidenciável Flávio Bolsonaro tenta desatar ou ao menos aliviar o nó de sua escandalosa relação financeira com Daniel Vorcaro, o mago das estripulias e das fraudes do extinto Banco Master.
A Polícia Federal também investiga indícios de que a produtora do filme sobre a vida de Jair Messias pode ter recebido dinheiro da Prefeitura de São Paulo e do governo do Distrito Federal. Dinheiro público, sim senhor.
Só o Banco Master repassou mais de R$ 130 milhões para bancar um filmeco possível de ser feito com R$ 5 milhões.
Mas dinheiro é com os bolsonaros. Lembra do Jair? Precisando pagar uns R$ 800 mil de multas por infrações legais, abriu uma chave Pix e arrecadou quase R$ 18 milhões. Questionado sobre o que fez com a fortuna, disse às gargalhadas: “Apliquei tudo em CDB, ora!”.
Os herdeiros assimilaram.
E o filme polêmico foi a jogada arquitetada para render muita, muita grana. O Flávio acertava os repasses aqui e a dinheirama era remetida para os Estados Unidos.
Lá, há mais de um ano vivendo com status de príncipe, outro Bolsonaro tolinho: o Eduardo, sem trabalho e sem renda, levando a vida como autoridade, frequentando altas rodas, restaurantes caríssimos, um autêntico ‘amigo’ de Donald Trump.
Quem será que está bancando?
Em cima da hora
Donald Trump postou nesta terça-feira (2/6) uma foto em que Flávio Bolsonaro aparece ao lado do presidente na Casa Branca.
O post, com sabor de cicuta, saiu no exato momento em que o mesmo Trump anunciou o novo tarifaço contra as empresas brasileiras.
E aí, será que depois dessa o Flávio ainda vai ter cara para usar o Big Boss como trampolim eleitoral?














