Haddad acusa Castro de fazer “praticamente nada” contra contrabando que financia crime

Ministro da Fazenda defende operações federais para asfixiar financeiramente facções e cita bloqueio de R$ 1,2 bilhão na Operação Carbono Oculto

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (29) que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), tem feito “praticamente nada” para combater o contrabando de combustíveis, que considera a principal fonte de financiamento do crime organizado no estado. As declarações foram dadas a jornalistas na entrada do Ministério da Fazenda, em resposta a críticas de Castro sobre a falta de apoio federal no combate à criminalidade.

“O governo do estado do Rio tem feito praticamente nada em relação ao contrabando de combustível, que é como se irriga o crime organizado. Para você pegar o andar de cima do crime organizado, que é quem efetivamente tem o dinheiro na mão e municia as milícias, você tem que combater de onde está vindo o dinheiro”, declarou Haddad.

O ministro destacou a eficácia da atuação federal em operações como a Carbono Oculto, que resultou no bloqueio de R$ 1,2 bilhão em ativos e na apreensão de navios envolvidos em fraudes no setor de combustíveis. “Quando o dinheiro está irrigando o crime, é muito difícil controlar na ponta. Tem que asfixiar o crime pelo alto”, argumentou.

Haddad defendeu a PEC da Segurança Pública, que propõe maior integração entre União, estados, Receita Federal e polícias, como estratégia para fortalecer o combate ao crime organizado. As declarações ocorrem em meio a relatos de que Castro teria tentado influenciar a reabertura da Refinaria de Manguinhos (Refit), interditada na Operação Carbono Oculto – alegação que acrescenta tensão à relação entre o governo federal e o executivo fluminense.

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