
As populações de Alagoas e do Rio Grande do Sul devem atingir seu pico em 2026 e iniciar uma trajetória de declínio no ano seguinte, segundo as projeções mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dois estados antecipam assim uma tendência nacional, que prevê o início da redução do número de habitantes do Brasil apenas a partir de 2042, em um contexto de queda da natalidade e envelhecimento da população.
Os dados, revisados em agosto de 2024 com base no Censo de 2022, traçam um horizonte demográfico até 2070. Em Alagoas, a população deve atingir aproximadamente 3,2 milhões de habitantes em 2026, com um acréscimo de apenas 280 pessoas em relação a 2025.
A partir de 2027, inicia-se um declínio que pode levar o estado a fechar 2070 com menos de 2,7 milhões de habitantes, uma redução de 17% (cerca de 548,3 mil pessoas) em relação ao pico.
No Rio Grande do Sul, a estabilidade é ainda mais pronunciada. A projeção para 2026 é de 11,2 milhões de gaúchos, com um aumento de apenas 54 indivíduos frente a 2025. A queda subsequente pode resultar em uma população de 9,1 milhões em 2070, representando uma diminuição de quase 19% (cerca de 2,1 milhões de pessoas) em relação ao ápice.
O IBGE projeta que a população brasileira como um todo continuará crescendo até 2041, quando deve atingir seu ponto máximo, para então começar a diminuir em 2042.














