Por Divaldo Sampaio*
Presto minha última homenagem e rezo hoje pelo tio Jacy. Sei que onde ele estiver, estará em paz. Convalescendo de cirurgia oftalmológica, não pude comparecer ao seu sepultamento.
Jamais irei esquecer a sua personalidade marcante, carismática, típica das pessoas que são vencedoras. Tive a chance de conviver com ele no início de minha vida adulta, em Maceió, nos anos 1960. Sou testemunho de que foi um ser humano impossível de passar despercebido. Marcou sua presença na vida de todos de nossa família. Nunca desistiu de acreditar no trabalho, na perseverança e no conhecimento. Mesmo sofrendo pelos naturais enfermidades que chegam com a idade, não se deixou abater.
Foi um homem vitorioso, com muito orgulho de tudo que construiu e conquistou em sua vida, tendo como força motriz a nossa tia Célia. Lembrava sempre de amigos que o acolheram em sua trajetória de vida e de profissão e com os quais conviveu em Maceió e nas Minas Gerais. Lembro-me da última visita que fiz, no dia 18 de maio de 2025, comparecendo em sua residência. Conversamos longamente, relembrando muitos momentos de sua carreira e das amizades que tivera, incluindo pessoas que não mais estavam entre nós. Até nos últimos dias de sua vida, manteve-se lúcido, lembrando-se de fatos e histórias do passado, que repetia com o mesmo entusiasmo, a cada encontro que tínhamos. Nunca perdeu a oportunidade de manifestar o carinho que nutria pelos seus verdadeiros amigos.
No plano de seu legado profissional, não tenho dúvida de que será alguém sempre lembrado como um grande laboratorista, consagrado analista clínico, alguém de caráter e honradez, e que conferiu a imagem de um ser humano exigente consigo mesmo e exigente com os demais. Tenho certeza de que a sua partida abre uma lacuna na sociedade alagoana, no seio da família e entre os seus amigos e admiradores. Mas nos deixa também a certeza de que plantou sementes que continuarão seu trabalho aqui na Terra.
Devo-lhe gratidão pelos conhecimentos que me transmitiu sobre temas da saúde e pelo aprendizado que tive em seu Laboratório de Análises Clínicas Dom Bosco. Foram lições de mestre! Conhecimentos que me fizeram, mais tarde, enveredar, também, pela área da saúde, sobretudo pela hematologia e hemoterapia. São muitas as razões pelas quais o meu querido tio, Jacy Vaz de Almeida, continuará vivo em meu coração. Amem!
*Divaldo Sampaio é médico hematologista, em Recife (PE)














