
O ministro André Mendonça, do STF, avalia incluir o colega Alexandre de Moraes nas investigações sobre o Banco Master após a Polícia Federal identificar conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro. Em mensagens escritas no bloco de notas do celular e enviadas por print de visualização única no WhatsApp, Vorcaro pedia ajuda contra “sacanagem” da PF e da PGR, citando nominalmente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Segundo a PF, em 30 de outubro de 2025, Vorcaro escreveu a Moraes sobre pressão do Banco Central e pediu para “reforçar com Andrei e Paulo pra não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem”. Em outra mensagem, de 16 de novembro, um dia antes de ser preso, o banqueiro pediu: “Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra”. O escritório da esposa de Moraes tinha contrato de R$ 131 milhões com o Master.
Mendonça deu 72 horas para a PF produzir relatório sobre todas as menções a Moraes, Rodrigues e Gonet no material apreendido, e enviou o conteúdo à PGR para manifestação em cinco dias úteis. O pedido causou tensão na PF, que entendia que a identificação do interlocutor caberia à presidência do tribunal, seguindo o precedente Toffoli. Procurado, Moraes não se manifestou.














