
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu nesta quarta-feira (29) prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre um parecer da Polícia Federal no inquérito contra o influenciador Bruno Monteiro Aiub, o Monark.
A PF afirma que Monark questiona “reiteradamente” a lisura das eleições. Em relatório, a corporação alega que ele faz declarações públicas em que critica o processo eleitoral brasileiro, as urnas eletrônicas e a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do STF, com ênfase nas decisões de Moraes.
O parecer foi enviado ao Supremo após análise de arquivos do TikTok. O material integra o inquérito que apura Monark por suposta desobediência a decisões judiciais. Moraes já havia ampliado o prazo da investigação em abril (mais 60 dias). A PF alegou dificuldades técnicas para analisar os arquivos, citando limitações no sistema do STF.
Início do inquérito
A investigação começou após os ataques de 8 de janeiro de 2023. Perfis de Monark estavam entre as contas que Moraes mandou bloquear por, segundo o ministro, instigarem os atos golpistas. As páginas foram reativadas no início de 2025. Moraes entendeu que a suspensão não era mais necessária naquele momento e determinou a exclusão das postagens que motivaram o bloqueio. O delegado Fábio Fajngold afirmou que o trabalho avança “visando uma entrega tecnicamente precisa”.














