
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e mais seis deputados concentraram em 2025 a indicação de R$ 1,5 bilhão em emendas de comissão, verba distribuída pelos colegiados temáticos do Congresso.
Os R$ 6 bilhões restantes foram partilhados por outros 423 deputados, enquanto 83 não indicaram nenhum valor. O grupo de sete representa 1,4% da Câmara, mas ficou com 20% do total de R$ 7,5 bilhões.
Maiores indicadores
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Julio Arcoverde (PP-PI): R$ 244,3 milhões (presidiu a CMO)
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Hugo Motta (Republicanos-PB): R$ 180,5 milhões
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Marcos Pereira (Republicanos-SP): R$ 138,2 milhões
Transparência e críticas
As emendas de comissão eram secretas até 2024, mas passaram a ser identificadas após decisões do STF. Ainda assim, líderes partidários indicaram R$ 930 milhões em nome das próprias lideranças, o que pode ocultar o real padrinho da verba, contrariando decisão do ministro Flávio Dino.
Deputados ouvidos sob anonimato afirmam que houve acordo para que cada parlamentar da base aliada indicasse pouco mais de R$ 10 milhões, mas o levantamento mostra que apenas sete tiveram direito a mais de R$ 100 milhões. Nenhum dos outros 400 repassou mais de R$ 80 milhões. A disparidade é considerada injusta e pode ser decisiva nas eleições de 2026.
Posicionamentos
Julio Arcoverde afirmou que todas as indicações foram legais e transparentes, destinadas ao Piauí em áreas como infraestrutura e saúde. Hugo Motta disse que a divisão segue critérios partidários e prioriza áreas estratégicas. Marcos Pereira afirmou que presidentes de partidos e líderes historicamente têm mais recursos e que sempre divulgou as verbas em seu site.
Além das emendas de comissão, há emendas individuais (valor igual para todos) e de bancadas estaduais. O modelo de emendas de comissão surgiu após o STF declarar inconstitucional a emenda de relator. Em 2025, R$ 1,1 bilhão foi indicado em nome de lideranças partidárias, driblando a determinação de transparência.














