
Uma nova espécie de bactéria transmitida por carrapatos foi identificada nos Estados Unidos e ligada a casos de doença em cães. O microrganismo, nomeado Rickettsia finnyi em referência ao primeiro animal diagnosticado, pertence ao mesmo grupo de bactérias associadas à febre maculosa. A detecção gerou preocupação entre pesquisadores devido à possibilidade de que o patógeno também seja capaz de infectar humanos.
Desde os primeiros casos, novos cães testaram positivo para a mesma bactéria, segundo pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte. A equipe conseguiu inclusive cultivar a espécie a partir do sangue de um dos animais infectados, etapa considerada desafiadora no estudo de bactérias do gênero Rickettsia, que se desenvolvem dentro de outras células.
A espécie de carrapato responsável pela transmissão ainda não foi confirmada, mas a principal suspeita é o carrapato-estrela-solitária. A distribuição desse vetor coincide com as regiões de ocorrência dos animais doentes, reforçando a hipótese. Os sintomas observados variam de moderados a graves, com registros de febre, letargia e redução na contagem de plaquetas.
A maior parte dos cães apresentou melhora após tratamento com antibióticos, embora tenham ocorrido mortes em situações mais severas. Em um dos casos, um animal teve recaída e evoluiu para síndrome nefrótica. Os pesquisadores também verificaram que a bactéria permanece ativa em células imunológicas por mais de 100 dias, o que sugere que cães possam atuar como reservatórios da infecção.
Até o momento, não há casos confirmados em humanos. A extensão geográfica da Rickettsia finnyi ainda não está definida, e todas as ocorrências documentadas ocorreram em cães nos Estados Unidos.














