O protesto dos rodoviários é um ‘tiro no pe’

Os rodoviários têm nas mãos um forte instrumento de poder. Eles podem parar a indústria, o comércio, o serviço público.

Afinal, sem transporte, o trabalhador não chega para abrir o portão da fábrica, as lojas, a repartição.

Mas, ao suspender a operação, eles atiram no pé.

Os patrões não perdem nada, já que as duas horas paradas, como fizeram na manhã desta sexta-feira, 29, serão recuperadas quando os ônibus voltam a circular.

Os coletivos ficam lotados. O trabalhador segue insatisfeito, pelo atraso, e espremido feito sardinha em lata.

Pense numa raiva!

Quem acompanhou as manifestações nos programas de rádio percebeu que, embora reconheça que as reivindicações são legítimas, o trabalhador não aceita pagar a conta de uma dívida que não é sua.

Por que os rodoviários não rodam com catraca livre durante os protestos?

Punossasinhora, sindicalistas, melhorem!

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