Cá entre nós, o comando geral e as demais esferas hierárquicas da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) devem, urgentemente, dar um freio de arrumação em comandantes e comandados.
Esse episódio registrado na última quarta-feira, 22, envolvendo o cel. Adroaldo Freitas Goulart Filho, é mais uma prova dessa necessidade.
Como instituição de segurança pública, a PM não pode ser exposta a vexames como o protagonizado pelo oficial e outros militares.
Um embate desnecessário, que expõe a instituição, mas expõe principalmente um oficial, que deveria dar exemplo a seus subordinados.
Segundos relatos das entidades de classe da PM, que repudiaram o episódio, três militares abordaram um carro de uso exclusivo do serviço público administrativo. O veículo parou distante dos policiais e eles teriam notado uma condutora trocar de lugar com o passageiro que, disseram, seria o coronel Goulart.
Num vídeo divulgado nas redes e site de notícias, o cel. Goulart admite que isso (a troca de lugar) realmente ocorreu, e diz que a mulher dirigia porque ele estava se sentindo mal. O coronel questiona a forma como foi abordado. Disse que, mesmo se identificando, os militares apontaram armas em sua direção.
O que o oficial deveria questionar é porque estava usando um veículo público, adquirido e mantido com dinheiro dos alagoanos, para atividades particulares!
Os militares que estavam na ação disseram que foi negada a obediência aos comandos dos policiais. O coronel conseguiu que eles fossem presos e transferidos para os rincões do Estado (Delmiro Gouveia e Santana do Ipanema). Medidas que já foram desfeitas!
Em outro caso, o tenente-coronel Pantaleão Ferro diz que foi agredido pelo deputado Antonio Albuquerque, na noite do domingo (26).
Dois bons casos para o Conselho Estadual de Segurança (Conseg) dizer se há sentido em sua existência!
Em tempo: Uma instituição como a Polícia Militar não pode passar por vexames desse tipo.














