
O papa Leão XIV exortou a uma renovada unidade na vida litúrgica da Igreja, instando a Conferência Episcopal Francesa (CEF) a buscar “soluções concretas” para incluir fiéis ligados à missa tridentina, preservando a comunhão.
Em mensagem enviada por meio do secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, à assembleia plenária de primavera da CEF em Lourdes (24 a 26 de março), o papa se disse preocupado com as divisões em torno da liturgia.
“É preocupante que uma ferida dolorosa continue se abrindo na Igreja em relação à celebração da missa, o próprio sacramento da unidade”, diz a mensagem.
O papa falou sobre a necessidade de um espírito renovado de caridade e compreensão entre fiéis com diferentes sensibilidades litúrgicas.
“Uma nova perspectiva de cada um em relação ao outro, com maior compreensão de suas sensibilidades, é certamente necessária”, escreveu ele. “Uma perspectiva que permita aos irmãos e irmãs, enriquecidos por sua diversidade, acolherem-se mutuamente na caridade e na unidade da fé”.
Falando sobre o crescimento de comunidades ligadas ao vetus ordo, Leão XIV encorajou a conferência episcopal a discernir caminhos práticos para o futuro.
“Que o Espírito Santo vos inspire com soluções concretas que permitam a inclusão generosa daqueles sinceramente apegados ao vetus ordo, em respeito às orientações desejadas pelo Concílio Vaticano II em matéria de liturgia”, diz a mensagem.
Em 2007, o papa Bento XVI liberou a celebração da liturgia anterior à reforma do Concílio Vaticano II no motu proprio Summorum pontificum. Em 2021, o papa Francisco restringiu drasticamente essa permissão com o motu proprio Traditionis custodes.
Crises dolorosas
O debate ganhou nova urgência na França, em parte devido à Fraternidade São Pio X (FSSPX), fundada pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre e conhecida por celebrar só a liturgia tradicional. A FSSPX disse no mês passado que planeja consagrar bispos em 1º de julho sem mandato pontifício, medida que, segundo o direito canônico, acarreta excomunhão automática tanto para o bispo consagrante quanto para o ordenado.
Para além das questões litúrgicas, o papa também falou sobre a atual crise de abusos, instando à perseverança nos esforços de prevenção e à continuidade do apoio às vítimas.
“É apropriado perseverar a longo prazo nas medidas de prevenção que foram tomadas”, escreveu ele, exortando para que a Igreja mostre “atenção às vítimas e a misericórdia de Deus para com todos”, inclusive os padres infratores, que não devem ser excluídos da reflexão pastoral.
Depois de “anos de crises dolorosas”, disse o papa, “chegou a hora de nos voltarmos resolutamente para o futuro” e de oferecermos “uma mensagem de encorajamento e confiança” aos sacerdotes na França.
O debate ganhou nova urgência na França, em parte devido à Fraternidade São Pio X (FSSPX), fundada pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre e conhecida por celebrar só a liturgia tradicional. A FSSPX disse no mês passado que planeja consagrar bispos em 1º de julho sem mandato pontifício, medida que, segundo o direito canônico, acarreta excomunhão automática tanto para o bispo consagrante quanto para o ordenado.
Para além das questões litúrgicas, o papa também falou sobre a atual crise de abusos, instando à perseverança nos esforços de prevenção e à continuidade do apoio às vítimas.
“É apropriado perseverar a longo prazo nas medidas de prevenção que foram tomadas”, escreveu ele, exortando para que a Igreja mostre “atenção às vítimas e a misericórdia de Deus para com todos”, inclusive os padres infratores, que não devem ser excluídos da reflexão pastoral.
Depois de “anos de crises dolorosas”, disse o papa, “chegou a hora de nos voltarmos resolutamente para o futuro” e de oferecermos “uma mensagem de encorajamento e confiança” aos sacerdotes na França.
Missa Tridentina
A Missa Tridentina, ou o Rito Romano Tradicional é a forma de celebração eucarística da Igreja Católica codificada pelo Papa São Pio V, em 1570, após o Concílio de Trento. Trata de uma celebração totalmente em latim, com o sacerdote voltado para o altar (ad Deum) e se caracteriza pelo uso do absoluto silêncio, incenso e ritos solenes que enfatizam o sacrifício.
Em Alagoas a missa tridentina foi proibida em decisão do arcebispo Dom Carlos Alberto Breis Pereira (Dom Beto), o que causou uma confusão dentro da igreja no Estado.
Confusão na igreja em Maceió: Arcebispo proíbe missa tridentina e é atacado na internet














