
A Polícia Federal apreendeu dezenas de planilhas com dados sobre emendas parlamentares de deputados federais na casa e no gabinete de Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, durante a Operação Transparência, realizada em dezembro de 2025. Tuca ficou conhecida por atuar como braço direito do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), durante a gestão do chamado orçamento secreto, entre 2021 e 2022.
As planilhas, encontradas em um computador antigo, estão sob análise para apurar se são os registros das emendas de relator, o mecanismo do orçamento secreto que foi proibido pelo STF em 2022. Segundo a PF, o objetivo é descobrir como a divisão desses recursos era feita a partir dos interesses de Lira e de outras lideranças.
Cerca de R$ 20 bilhões do total de R$ 45 bilhões empenhados via orçamento secreto entre 2020 e 2022 foram pagos sem transparência, o que impedia a identificação dos parlamentares que indicavam as emendas.
A operação investiga se a ex-assessora continuou atuando como gestora do esquema na atual gestão da Câmara, sob o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). A PF suspeita que Tuca era a responsável pelo “controle e organização” do orçamento secreto em sua primeira modalidade.
A investigação teve início após depoimentos de parlamentares sobre um possível desvio de emendas de comissão, que seriam a nova versão do esquema após a proibição das RP9.














