
A Polícia Federal abriu um inquérito nesta quinta-feira (10/11) para investigar a postura do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, e apurar se a corporação cometeu eventuais abusos durante o segundo turno da eleição.
O diretor bolsonarista, que já responde a vários inquéritos na instituição e aplicou 100 anos de sigilo nos casos, vai ser chamado para depor na PF nos próximos dias.
Ele também vai responder por suposta omissão criminosa em relação aos bloqueios de caminhoneiros e manifestantes contratados por empresários nas rodovias do País, após a divulgação do resultado do segundo turno das eleições.
Desde o resultado das eleições, no dia 30 de outubro, parte da categoria dos caminhoneiros e outros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) — derrotado nas urnas contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — passaram a realizar protestos pelo país e fechar rodovias federais, pedindo a intervenção do Exército no governo Central.
No dia da eleição, no segundo turno, moradores do Nordeste usaram as redes sociais para denunciar operações da PRF nas estradas da região. De acordo com eles, os agentes colocaram barricadas em vários pontos, atrasando a votação dos eleitores. Na mesma data, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a corporação de realizar operações relacionadas ao transporte de eleitores.














