
Quem tem gato em casa já deve ter presenciado a cena: o animal mastiga um pouco de grama e, em seguida, pode até vomitar. Apesar de causar estranhamento, esse comportamento é comum entre felinos e tem explicações científicas relacionadas a fatores fisiológicos e comportamentais.
Pesquisadores apontam que os gatos não ingerem grama por fome, mas por instinto. Mesmo domesticados, eles carregam hábitos herdados de seus ancestrais selvagens. Entre as hipóteses mais aceitas estão o auxílio no processo digestivo e a eliminação de bolas de pelo acumuladas durante a lambedura. A grama atua como um leve irritante para o estômago, o que provoca o vômito e ajuda a evitar obstruções intestinais.
Além desse efeito, estudos sugerem que a ingestão da planta pode funcionar como laxante suave, auxiliando na regulação intestinal. Outra possibilidade é a eliminação de parasitas, um comportamento instintivo que remete ao período em que os gatos caçavam suas presas na natureza.
Apesar dos benefícios associados, a atenção deve ser redobrada quando se trata de plantas ornamentais. Espécies como lírios, comigo-ninguém-pode, antúrios e jiboias são tóxicas para gatos e podem provocar sintomas como vômito, diarreia, salivação excessiva e até complicações renais.
A recomendação de especialistas é oferecer grama própria para gatos, como a de trigo ou aveia, em vasos dentro de casa. Dessa forma, o animal encontra uma alternativa segura e reduz o risco de procurar outras plantas.
Se a ingestão for esporádica e o gato não apresentar sinais de mal-estar, não há motivo para preocupação. Contudo, casos de vômitos frequentes, perda de apetite ou mudanças de comportamento exigem acompanhamento veterinário para descartar problemas digestivos ou intoxicações.














