24 de outubro de 2020Informação, independência e credibilidade
Economia

Preço do arroz já atinge R$ 40 e deve continuar em alta

Principal motivo da alta de preços do arroz é o dólar, que leva produtores a preferirem vender produto no exterior

O arroz disparou nos supermercados brasileiros, sobretudo nas últimas semanas. Um pacote de cinco quilos, normalmente vendido a cerca de R$ 15, chega a custar R$ 40.

A alta do arroz já chega a 100% em 12 meses. E não há previsão de queda: produtores e especialistas dizem que os preços devem continuar subindo nos próximos meses.

O principal motivo da alta de preços do arroz é o dólar. Embora tenha mostrado alguma redução nas últimas semanas, a média ainda é muito alta em relação ao ano passado. Isso faz com que muitos produtores prefiram exportar, ganhando em dólar, a vender arroz no mercado interno.

As exportações de arroz beneficiado saltaram 260% entre março e julho deste ano, para 300 mil toneladas. Para piorar, também houve redução de 59% nas importações do produto no período, para 48,3 mil toneladas. O resultado da balança comercial levou a uma menor disponibilidade do arroz no mercado doméstico.

Patriotismo

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro pediu “patriotismo” aos supermercados para segurar os preços de itens da cesta básica. “Estou pedindo um sacrifício, patriotismo para os grandes donos de supermercados para manter na menor margem de lucro”, disse.

Em Eldorado, interior de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que está conversando com intermediários e com representantes de grandes redes de supermercados para tentar evitar uma alta maior nos produtos da cesta básica.

O presidente disse que não irá dar “canetadas”, mas pede “patriotismo”:

O preço de produtos como arroz e feijão tem sido uma queixa constante nas redes sociais do presidente, especialmente relacionadas à decisão do governo de reduzir para 300 reais o auxílio emergencial que será pago até dezembro.

“Só para vocês saberem, já conversei com intermediários, vou conversar logo mais com a associação de supermercados para ver se a gente…. não é no grito, ninguém vai dar canetada em lugar nenhum. Então estou conversando para ver se os produtos da cesta básica aí… Estou pedindo um sacrifício, patriotismo para os grandes donos de supermercados para manter na menor margem de lucro. Ninguém pode trabalhar de graça. Mas a melhor maneira de controlar a economia é não interferindo. Porque se interferir, der canetada, não dá certo”. Jair Bolsonaro, presidente.

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