26 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
Brasil

Presidente da República espalha vídeo obsceno via twitter

Atitude repercutiu negativamente nas redes sociais

Os mais de três milhões de seguidores no twitter do presidente Jair Bolsonaro foram surpreendidos com uma postagem, no mínimo estranha, para ter sido feita para quem ocupa o cargo de presidente da República.

No vídeo postado pelo presidente,  um homem dança em cima de um ponto de táxi e coloca o dedo no ânus, mostrando ao público que assiste à cena. Em seguida, um outro rapaz urina na cabeça dele.

Na postagem, o presidente  justifica: “Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões”.

A atitude de Bolsonaro chocou os internautas, pelo fato de o presidente, sob a justificativa de paladino da moral, promover a divulgação da  cena lamentável para milhares de pessoas incluindo crianças e adolescentes que o seguem no twitter.

“Passei um carnaval inteiro vendo tantas coisas lindas. Daí me deparo com ISSO no twitter de um presidente da republica ueq inclusive deve ser seguido por MUITAS crianças???! Cadê a postura de presidente???? Se superou!!!!”, comentou a jornalista Astrid Fontenelli, logo abaixo da postagem de Bolsonaro.

Já o deputado Paulo Pimenta (PT) chamou a atenção para a necessidade de o presidente ser submetido a um teste de sanidade mental. “Não podemos descartar a possibilidade de solicitar um teste de sanidade mental”, afirmou Pimenta, sugerindo inclusive a exclusão da conta do presidente do Twitter.

Além de críticas pela divulgação do conteúdo adulto, internautas consideraram que o presidente estaria violando a Lei do Impeachment, a 1.079/1950. O parágrafo 7º do artigo 9º diz que “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo” é crime de responsabilidade contra a probidade na administração pública.

Em respeito aos leitores do Eassim, o vídeo espalhado pelo presidente não vai ser reproduzido aqui.