Recenseadores ameaçam greve e desistência do Censo 2022

Mais de 160 mil recenseadores já foram contratados e outros 10 mil estão em treinamento. Até o momento, 6.550 rescisões foram registradas

Atrasado há dois anos por causa da pandemia, o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) enfrenta ameaça de greves entre os recenseadores, milhares de desistências e dificuldade para contratar novos trabalhadores. Isso com menos de 20 dias de atividade.

O déficit de recenseadores prejudica o andamento da coleta, que está abaixo da média nacional em estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste, justamente as regiões onde o percentual de recenseadores contratados em relação ao número de vagas disponíveis é mais baixo.

De acordo com o IBGE, mais de 160 mil recenseadores já foram contratados e outros 10 mil estão em treinamento. Até o momento, 6.550 rescisões foram registradas em todo o país.

O IBGE atribui a dificuldade de contratar às menores taxas de desemprego nessas regiões. Com relação às queixas dos trabalhadores, o instituto afirma que “os pagamentos aos recenseadores já foram regularizados em sua ampla maioria” e que demandas residuais estão sendo resolvidas caso a caso.

Verbas

Programado para acontecer em 2020, o Censo teve de ser adiado por conta da pandemia de covid-19. Em 2021, sofreu novo adiamento, por falta de orçamento – mais de 90% da verba prevista foi cortada na tramitação da lei orçamentária no Congresso.

Após determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), o governo federal liberou R$ 2,3 bilhões para a realização da pesquisa, valor 26% menor que os R$ 3,1 bilhões inicialmente previstos.

ÚLTIMAS
ÚLTIMAS