Renan Filho se reúne com Hugo Motta e conquista apoio para o novo projeto da CNH

Ministro destaca que o processo de habilitação atual é um dos mais caros do mundo
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após uma conversa com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o colégio de líderes da casa, o ministro dos Transportes, Renan Filho, conquistou o apoio a proposta do novo modelo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O presidente da Casa, Hugo Motta, sinalizou, por meio das redes sociais, que apoiará o projeto em elaboração pelo governo, ainda que a matéria não precise do aval do Parlamento.

“Hoje recebemos o ministro dos Transportes, Renan Filho, para falar sobre o projeto da nova CNH na reunião de líderes. Compreendo como uma discussão necessária, principalmente no sentido de reduzir os custos para tirar a carteira nas categorias A e B, que pode chegar a R$ 5 mil. Além disso, milhões de brasileiros conduzem sem habilitação”, disse Motta no X.

Ao sair do encontro, Renan Filho esclareceu que a proposta não inclui projeto de lei. “O que estamos discutindo é infra-legal, ou seja, não é lei. Vim dizer ao Colégio de Líderes que a vontade é restituir aquilo que a lei se propôs a fazer. A lei não impôs obrigatoriedade. Ao contrário, criou o instrutor independente, que acabou impedido de trabalhar pelas regras infralegais que foram impostas, criando barreiras”, afirmou.

Um dos mais caros do mundo

O ministro destacou que as normas atuais tornaram o processo de habilitação um dos mais caros do mundo, com custos que chegam a R$ 5 mil nas categorias A e B e uma média de nove meses para conclusão. “Essas barreiras são tantas que o processo ficou burocrático, caro e lento. Muita gente desiste. Hoje temos 20 milhões de brasileiros dirigindo sem carteira pelo processo impeditivo que o país criou”, disse.

Atualmente, o processo de habilitação exige 45 horas de aulas — 25 teóricas e 20 práticas — ministradas exclusivamente em Centros de Formação de Condutores (CFCs). A nova proposta está em consulta pública até amanhã, nas plataformas Participa Brasil e Brasil Participativo. Após essa etapa, o texto será encaminhado ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

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