29 de julho de 2021Informação, independência e credibilidade
Maceió

Segundo Unicef, Maceió reduziu desigualdades na infância e adolescência

Monitoramento indica que territórios mais vulneráveis apresentaram melhoras

Entre 2016 e 2019, a cidade de Maceió apresentou uma diminuição significativa das desigualdades relacionadas à infância e à adolescência. Nos sete bairros do VIII Distrito Sanitário que registravam os piores índices de homicídios de adolescentes em 2016, o indicador caiu 62%, de 143,12 para 54,90 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes em 2019.

Dos quatro distritos sanitários com as mais graves taxas de mortalidade neonatal (nos primeiros 28 dias de vida) de Maceió em 2016, em três houve alguma melhora entre 2016 e 2019.

A gravidez na adolescência caiu nas regiões onde era mais grave em 2016, especialmente nos quatro distritos sanitários que tinham os piores indicadores.

O representante do Unicef no Nordeste, Dennis Larsen, apresenta os dados ao Prefeito Rui Palmeira nesta quinta-feira (17) às 11h, na Prefeitura de Maceió.

Os dados fazem parte do monitoramento de indicadores que o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) realiza nas 10 capitais brasileiras que participaram da Plataforma dos Centros Urbanos 2017-2020: Maceió, Fortaleza, Salvador, Recife, São Luís, Belém, Manaus, Vitória, Rio de Janeiro e São Paulo. Os dados estão disponíveis neste link.

Redução de homicídios de adolescentes

A taxa média de homicídios de adolescentes em Maceió passou de 87,38 mortes por 100 mil habitantes em 2016 para 44,18 em 2019. Os avanços se deram tanto nas áreas mais vulneráveis quando entre os grupos mais expostos à violência: meninos e adolescentes negros.

A taxa de homicídios de adolescentes homens caiu pela metade entre 2016 e 2019, de 171,66 para 85,06 por 100 mil habitantes. Seguindo a mesma tendência, a taxa de homicídios de adolescentes negros em Maceió passou de 130,25 para 69,70 por 100 mil habitantes no período, uma redução de 46%.

Enfrentamento da exclusão escolar

Em 2016, em Maceió, a taxa de abandono escolar no ensino fundamental da rede municipal era de 4,1%, o equivalente a 1.400 estudantes que abandonaram a escola. Essa taxa caiu pela metade em 2019, para 2,1%. Esse percentual indica que 650 estudantes abandonaram a escola nesse ano.

Gravidez na adolescência

Em média, a taxa de bebês de mães adolescentes na cidade de Maceió também baixou. Passou de 23% para 18,02%. Em números absolutos, mais de 700 meninas deixaram de viver uma maternidade precoce em relação ao que teria acontecido se a taxa de 2016 tivesse se mantido. A redução ocorreu tanto entre meninas de 10 a 14 anos quanto entre adolescentes de 15 a 19 anos.

Vale destacar que os indicadores de gravidez na adolescência envolvem um desafio complexo, pois entre meninas de 10 a 14 anos há sempre presunção de violência, merecendo uma atenção específica das políticas públicas.