Sindicato: Equatorial quer distribuir R$ 1 bilhão para acionistas, mas explora trabalhadores

Em protestos, categoria denuncia os baixos salários pagos aos trabalhadores e demissões arbitrárias para manter lucros milionários

Há dias os trabalhadores da Equatorial mantém firmes posições em protestos em frente  à sede da Equatorial Energia, em Maceió, denunciando os péssimos serviços prestados à população, bem como o aumento abusivo das tarifas de energia.

Os protestos enfocam também os baixos salários pagos aos trabalhadores e as demissões arbitrárias promovidas pela empresa — que, por outro lado, segue registrando lucros milionários.

Enquanto trabalhadores e consumidores enfrentam falta de energia, contas cada vez mais altas e más condições de trabalho, a Equatorial demonstra qual é sua prioridade: o lucro dos acionistas.

Os trabalhadores chegaram a levar para frente da empresa um enorme saco indicando os lucros exorbitantes da Equatorial, colocando ao lado pequenos saquinhos indicando os baixos salários que ela paga.

R$ 1 bilhão para acionistas

A empresa, que recentemente anunciou uma assembleia para o dia 31 de outubro com o objetivo de reverter R$ 1 bilhão em reservas de lucro para distribuição entre os acionistas, mostra que está preocupada apenas em engordar os ganhos de seus investidores, mesmo à custa do sofrimento da população e da exploração de seus trabalhadores.

“É um absurdo ver uma empresa que lucra bilhões todos os anos tratar a população e seus trabalhadores com tamanho descaso. Enquanto o povo paga caro e sofre com apagões, a Equatorial pensa apenas em como distribuir mais dinheiro aos acionistas”, afirmou Dafne Orion, presidenta do Sindicato dos Urbanitários.

Em menos de um mês, a categoria realizou três protestos na porta da empresa, refletindo a crescente revolta dos trabalhadores e da sociedade com o comportamento da Equatorial. O Sindicato lembra que, nas últimas semanas, a empresa demitiu ilegalmente uma dirigente sindical, em clara retaliação à atuação do Sindicato e à recente conquista de um Acordo Coletivo favorável aos empregados.

O caso está sendo denunciado em vários âmbitos. O superintendente regional do Ministério do Trabalho em Alagoas, Cícero Filho, volta a se reunir com a empresa e o Sindicato no dia 24/10, visando buscar uma solução diante da postura antissindical da empresa.

O Sindicato dos Urbanitários reafirma que seguirá firme na luta por respeito, dignidade e justiça social, exigindo a reversão da demissão da dirigente sindical, o fim das práticas antissindicais e uma mudança urgente na forma como a Equatorial Energia trata o povo alagoano e seus trabalhadores

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