Sócio do advogado assassinado foi investigado por agiotagem neste ano

Além do crime de evasão de divisas, os juros cobrados pelos colombianos presos na operação variavam de 30% a 50%

A casa de câmbio Mundial Exchange, que pertence a José Sinval Alves, sócio do advogado morto com um tiro na cabeça nesta terça-feira (3), foi investigada neste ano pela polícia, na operação Usura, por agiotagem. Sete pessoas, todas da Colômbia, foram presas.

Foi constatado que o dinheiro era movimentado internacionalmente através de remessas feitas através da Mundial Exchange, usando CPF de terceiros. Além do crime de evasão de divisas, os juros cobrados pelos colombianos variavam de 30% a 50%.

Cada um dos sete envolvidos tinha uma moto, computador e aparelho celular, e residiam em imóveis pagos pela organização criminosa. Os principais alvos do grupo eram taxistas, vendedores ambulantes, pequenos empresários, e estabelecimentos como bares, oficinas e lava jatos.

Assassinato

O advogado José Fernando Cabral de Lima foi morto nesta terça-feira (3), na casa de câmbio. O vigilante do escritório, que estava de serviço na hora do crime, testemunhou o assassinato e disse que dois homens chegaram em uma motocicleta para entregar um documento no estabelecimento. Mas ao entrarem no escritório, anunciaram o assalto.

Os ocupantes foram conduzidos até o primeiro andar e os bandidos pediram objetos pessoais e uma quantia em dinheiro. O advogado teria repassado uma quantia. A dupla pediu mais e em seguida o segurança ouviu o disparo.

“Não tenho como dizer que o advogado reagiu ou não. Eu estava de costas neste momento. Logo após o disparo, os bandidos fugiram”, afirmou o vigilante.

Apesar do relato, que deixa a entender que tratou-se de um latrocínio, a Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) também trabalha com a possibilidade de que foi um crime de execução.

ÚLTIMAS
ÚLTIMAS