
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal altere o cronograma previsto para os depoimentos dos investigados no inquérito sobre as suspeitas de fraudes entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília). As oitivas, que estavam marcadas para ocorrer em seis dias, entre 23 e 28 deste mês, agora deverão ser concentradas em, no máximo, dois dias.
Em despacho publicado na última terça-feira, Toffoli alegou “limitações de pessoal” e “disponibilidade de salas” nas dependências do STF, onde os depoimentos serão realizados, para justificar a mudança. A PF também disponibilizou a opção de videoconferência. Com a decisão, as defesas foram comunicadas sobre o cancelamento das audiências anteriormente agendadas, que serão todas reagendadas.
Ao todo, 11 investigados deverão ser ouvidos, incluindo o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, além de cinco ex-executivos do Master, dois do BRB e outros dois empresários. A expectativa é que a PF apresente o relatório final desta frente de investigação após colher os depoimentos.
Na prática, a decisão impõe um ritmo mais intenso de trabalho à delegada responsável, Janaína Palazzo, que terá dois dias para ouvir todos os citados. Vorcaro e Costa já haviam prestado depoimento em 30 de dezembro por ordem de Toffoli, que também determinou uma acareação entre eles. Agora, poderão ser ouvidos novamente após a análise do material apreendido na operação.
A nova determinação é mais um capítulo nos desentendimentos recentes entre Toffoli e a Polícia Federal, com o ministro tendo expressado publicamente seu mal-estar com a corporação em decisões anteriores.














