Toffoli reafirma que permanecerá como relator do Caso Master no STF

Em resposta a pedido de afastamento, Toffoli disse que "vai apanhar o que tiver que apanhar" e que conduzirá o processo "com tranquilidade";

O ministro Dias Toffoli comunicou a colegas do Supremo Tribunal Federal que não abrirá mão de relatar o caso Master. Diante de um pedido de afastamento da Procuradoria-Geral da República, rejeitado pelo procurador-geral Paulo Gonet, Toffoli foi taxativo: “Não vou abrir mão”, disse a um aliado, conforme relata a colunista Daniela Lima, do UOL.

Em nota sobre a rejeição do pedido, Toffoli reforçou que o parecer de Gonet “reafirma a regularidade da condução” do processo. Ele destacou que “todos os requerimentos formulados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal foram integralmente deferidos” e que as apurações seguem sob custódia da PF e do MPF.

Aos críticos internos, o ministro lembrou que o próprio STF tem na memória “episódios de caronas em aeronaves ligadas a grandes empresários”, indicando que sua situação não é inédita. Toffoli determinou novos depoimentos de diretores do Master para a próxima semana e pretende realizar uma segunda conversa a portas fechadas com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, para “aparar arestas” que ficaram evidentes após a segunda fase da Operação Compliance Zero.

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