União Europeia proíbe importação de carnes, ovos e animais do Brasil

A União Europeia excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes para o bloco a partir de setembro, por descumprimento de regras contra o uso de antibióticos na pecuária. Argentina, Colômbia e México foram incluídos por respeitarem as normas sanitárias europeias. A porta-voz de Saúde da UE, Eva Hrncirova, confirmou a suspensão a partir de 3 de setembro. “O Brasil não está incluído, o que significa que deixará de poder exportar bovinos, equinos, aves, ovos, mel e envoltórios”, explicou.

A regra europeia proíbe o uso de medicamentos para promover crescimento ou aumentar a produção animal, além de substâncias reservadas para tratar infecções em humanos. A Comissão Europeia aguarda resposta das autoridades brasileiras para atualizar o documento.

A exclusão ocorre após críticas ao acordo de livre comércio com o Mercosul, que começou a valer de forma provisória em 1º de maio e aguarda decisão da Justiça europeia. O comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, afirmou: “Nossos agricultores seguem padrões rigorosos. É legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos.”

Governo brasileiro promete recorrer

O Ministério da Agricultura disse ter recebido “com surpresa” a proibição e afirmou que tomará “prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos”.

A nota não mencionou a questão do uso de antibióticos, mas afirmou que o Brasil detém “sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida” e é o maior exportador mundial de proteínas de origem animal. O ministério ressaltou que as exportações seguem normalmente e que há reunião marcada para esta quarta-feira (13).

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