Valdemar Costa Neto compara Bolsonaro a Che Guevara (e volta atrás)

Presidente do PL afirma que ex-presidente pode ser candidato em 2026 e defende tese de "mitificação" similar a ícones históricos

Em evento do grupo Esfera Brasil em São Paulo nesta segunda-feira (25), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, comparou o potencial de transferência de votos de Jair Bolsonaro ao carisma do revolucionário Che Guevara.

“O eleitor dele é fiel. Esses processos estão fazendo com que ele vire um Che Guevara”, afirmou, destacando que “daqui 30, 40 anos, você vai ver gente com camiseta do Bolsonaro”. Horas depois, em nota, Valdemar negou a comparação direta, alegando que se referia ao “processo de mitificação” do ex-presidente.

Sobre o 8 de janeiro de 2023, Valdemar minimizou os eventos: “Não foi golpe. Foi um bando de pé de chinelo quebrando coisas”. Negou qualquer planejamento de Bolsonaro para um golpe ou assassinato do ministro Alexandre de Moraes:

“Você pode planejar um golpe e não fez nada… Ninguém fez nada”. Afirmou ainda que Bolsonaro “tem grandes chances de ser candidato em 2026”, apesar da inelegibilidade atual, e que o PL terá candidatura própria presidencial caso o ex-presidente não possa concorrer.

Não foi bem assim

Horas depois, Valdemar Costa Neto, afirmou que não comparou Bolsonaro ao revolucionário cubano, mas sim o processo de “mitificação” que, segundo ele, estaria em curso em relação ao ex-presidente.

“Que fique claro: nunca comparei Bolsonaro com Che Guevara, até porque o cubano era de esquerda e deixei isso claro”, disse Valdemar em nota. Valdemar destacou que sua intenção foi apontar um fenômeno semelhante ao que ocorre historicamente com figuras políticas e ressaltou que Bolsonaro segue como a principal liderança da direita no país.

“O que eu comparei foi o processo de mitificação e reafirmo: estão transformando Bolsonaro em um mártir, um mito ainda maior do que já é. Jair é o legítimo líder da nossa direita e continuará sendo”, declarou.

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