19 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
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13 de Maio: O que você está fazendo para quebrar as correntes que ainda aprisionam a população negra?

Reprodução – Internet

(*) Texto de Antônio Felipe e Solange Souza (estudantes de jornalismo), sob a supervisão da jornalista Fátima Almeida.

Neste 13 de maio, a Lei Áurea, ato que representou a abolição da escravidão no Brasil, completa 134 anos. Mas a almejada liberdade das pessoas negras ainda esbarra em vivências e relatos diários de preconceito e discriminação racial nas ruas, na escola, no trabalho, na família, nos estádios de futebol, e que dão sustentação ao racismo estrutural, alimentando a inadmissível condição de desigualdade racial em todas as áreas.
Os tempos mudaram, mas a dívida histórica com a população negra continua impagável.
O relatório “Síntese de Indicadores Sociais: ??Uma análise das condições de vida da população brasileira 2021”, publicado pelo IBGE, mostra que as pessoas negras eram a maior parte da população desempregada, maioria dos subocupados e com os menores rendimentos mensais no Brasil em 2020.
Na questão salarial, a discriminação também é gritante. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) traz informações reunidas pelo Dieese, onde o rendimento médio de homens negros era de R$ 1.978, enquanto os não negros estavam na média de R$ 3.471, uma diferença de 43%. Já as mulheres negras apresentavam uma desvantagem de 39,5% (com renda média de R$ 1.617) em relação às não negras, cuja média de rendimento era de R$ 2.674.
Outros exemplos de desigualdade apontadas em pesquisas estão na maior vulnerabilidade da população negra às condições de trabalho forçado ou por dívida; em situações degradantes e em altas jornadas e agressões físicas e/ou psicológicas.
Portanto, mais que uma comemoração, o 13 de Maio é uma data para relembrar que a luta pela liberdade da população negra é muito mais que um dispositivo legal. É o compromisso social de todos e todas com o exercício cotidiano de combate ao racismo estrutural que embarga a promoção da igualdade racial.

(*) Publicado originariamente no site dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas – Serjal

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